Vitória das populações
do Seixal, Almada e Sesimbra

Luta devolve hospital

Depois de muitos anos de luta, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, deu luz verde para a construção do hospital do Seixal. A informação foi avançada no dia 29 de Dezembro, após uma reunião com os presidentes das câmaras municipais do Seixal, Almada e Sesimbra.

«Excelentes notícias para as nossas populações»

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«Nas palavras do ministro, o processo vai ser retomado para que possa ser lançado o concurso e posteriormente iniciada a sua construção», afirmou, em declarações aos jornalistas, Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, dando conta que foi manifestada a «intenção de, respeitando a decisão da Assembleia da República (AR), incluir no Orçamento do Estado de 2016 o projecto de execução do hospital do Seixal». «Aquilo que foi interrompido pelo anterior ministro em 2011 vai ser retomado, o que são excelentes notícias para as nossas populações», acrescentou.

Estimando que o hospital estará construído em 2019/2020, Joaquim Santos informou que o mesmo irá custar cerca de 60 milhões de euros. Para mostrar que a factura da obra não vai recair sobre o erário público, o eleito do PCP frisou que a população do Seixal paga ao Estado, só em IRS, 120 milhões de euros por ano.

A unidade está projectada para ser um equipamento de proximidade, vocacionada para os cuidados em ambulatório, com serviço de urgência a funcionar 24 horas, 72 camas, 23 especialidades e unidades de apoio domiciliário e de medicina física e de reabilitação.

Vitória das populações

No dia 18, a AR aprovou duas resoluções a favor da construção do hospital no concelho do Seixal, que contaram com os votos favoráveis de todos os deputados, à excepção do PSD e do CDS, que se abstiveram.

No dia anterior, 17, foi discutida uma petição pública, entregue pela Plataforma Juntos pelo Hospital no Concelho do Seixal, tendo a maioria dos deputados, em particular dos grupos parlamentares do PCP, PEV, BE e PS, frisado a importância da construção do equipamento e alertado para as necessidades que a população dos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra sentem, todos os dias, provocadas pela falta de equipamentos e de profissionais de saúde no distrito de Setúbal.

Segundo uma nota da Câmara de Sesimbra, as posições tomadas na AR são «o reconhecimento das graves lacunas que há vários anos atingem a população da Península de Setúbal, em particular dos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra, e que têm sido denunciadas por comissões de utentes e autarcas, tanto em reuniões com responsáveis do Ministério, como em acções públicas».

Os últimos dados oficiais conhecidos apontam para um défice de 1302 camas hospitalares na Península de Setúbal (49 por cento abaixo da média nacional), e para um défice de 714 médicos hospitalares (47 por cento a baixo da média nacional).




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