Grandes «fiteiros»
Nestes dias, as «fitas« de MR Sousa, P. Coelho e P. Portas, do PSD e do CDS concretizaram uma grande operação de suporte ideológico às mistificações da sua campanha eleitoral e comprovaram a respectiva identificação estratégica e tática, no processo de candidatura de MRS.
Foi uma operação meticulosa, de intrigas e «factos políticos», culminando dez anos de preparação para eleger MRS para PR, depois de ter sido autarca, deputado, ministro e líder do PSD, partido que apoia «sempre», «mesmo quando não parece». O objectivo é que MRS venha a ser o PR do PSD/CDS, na continuidade de Cavaco, ao serviço do grande capital e da «revanche» das forças e do projecto de declínio nacional, derrotados em 4 de Outubro.
MRS, com o apoio do poder económico-mediático e uma vez garantidos os votos do PSD/CDS, passou à despudorada encenação dum falso «afastamento da direita»; diz-se «rigorosamente independente» e «politicamente imparcial» e vangloria-se de «confiabilidade», «consistência», o «melhor para presidente» – tretas!
É ostensiva a caça ao voto PS, a quem diz desejar um «bom exercício» no governo, no «interesse nacional», e propõe «consensos de regime», tal qual Cavaco e Maria de Belém. E não hesita sequer na tentativa de aliciar incautos, com a visita à Festa do Avante! e a gabarolice de ter «reatado relações com o PCP».
As fitas e aldrabices desta grande mistificação ficam ainda mais claras quando P. Coelho assume que MRS seria um PR como Cavaco, com um «mandato apartidário» (!) e que «não (o) incomoda a táctica eleitoral de MRS», ou quando P. Portas pede ao CDS-PP o «maior empenho, para evitar sobressaltos».
Estes grandes fiteiros e a sua mistificação contam ainda com as inevitáveis «sondagens» fabricadas para condicionar o voto. Vale por isso recordar que, nas duas últimas presidenciais, as «sondagens esmagadoras» de Cavaco acabaram em vitórias à tangente, que teriam sido revertidas se outros, que não os comunistas, tivessem cumprido o dever de esclarecimento e mobilização.
É possível e necessário derrotar a candidatura de MRS.
A candidatura de Edgar Silva, para afirmar Abril e cumprir a Constituição, é a que está em melhores condições de informar e mobilizar, para a luta e o voto, para derrotar os grandes «fiteiros» e abrir caminho a um Portugal soberano e desenvolvido.