Um AE de provocação

«Só pode ser entendida como provocação» a proposta de acordo de empresa para a Soflusa e a Transtejo, que os sindicatos da Fectrans/CGTP-IN receberam no dia 20, sexta-feira, prometida há cinco semanas pela administração (idêntica para as duas empresas desde 2001 e que actualmente se repete também no Metro e na Carris, sob a marca comum Transportes de Lisboa).
Procurando rever os dois AE em vigor naquelas transportadoras fluviais, a proposta surge com apenas 23 cláusulas, remete quase tudo para a lei e «significaria uma profunda alteração das condições de trabalho», implicando «retirada de direitos e aumento dos horários de trabalho».
«Os trabalhadores teriam que organizar a vida em função da vontade das empresas», protesta-se no comunicado dos sindicatos Fluviais, Ferroviários e da Marinha Mercante, emitido naquela sexta-feira. Tal decorreria da admissão de horário laboral fraccionado, «adaptabilidade», «banco» de horas e horário concentrado. A multi-administração pretende ainda que os períodos de trabalho possam ter início e fim entre a uma hora da madrugada e as sete horas da manhã, atribuindo dois euros a título de subsídio de transporte.
Os sindicatos da Fectrans querem «uma negociação justa, com o objectivo de melhorar os salários, defender e garantir os direitos e melhorar as condições de vida e trabalho, o que não é o objectivo desta proposta da administração». Para a negociação do AE, irão «com a confiança e força que os trabalhadores nos dão».

 



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