Contacto com a diáspora
O candidato presidencial esteve com a comunidade portuguesa em Genebra e Nanterre (Paris), nos dias 14 e 15, tendo sublinhado as responsabilidades constitucionais do Presidente da República.
Edgar Silva está atento aos problemas dos portugueses no estrangeiro
O contacto de Edgar Silva com a comunidade portuguesa em Genebra (Suíça), no dia 14, iniciou-se com um almoço-convívio na Casa do Benfica. Numa atmosfera de simpatia, o candidato teve oportunidade de conversar com os presentes e foram distribuídos folhetos da candidatura.
A comitiva seguiu, depois, para a Rádio Arremesso, que transmitiu em directo uma entrevista ao candidato comunista à Presidência da República – seguida por 320 ouvintes, de acordo com os dados do controlo da audição.
Na Casa do Futebol Clube de Famalicão, Edgar Silva participou num magusto, tendo sido recebido de forma calorosa pelo presidente e vários sócios, que o cumprimentaram e com ele trocaram impressões. No local, o candidato presidencial deu uma entrevista à Gazeta Lusófona.
Dali, o candidato dirigiu-se para a sede do Partido Suíço do Trabalho, onde foi recebido por dirigentes e militantes. Durante o lanche que lhe foi oferecido, houve uma troca de saudações.
No final do dia, Edgar Silva participou num jantar-convívio na Associação Democrática dos Trabalhadores Portugueses em Genebra, que contou com a presença de camaradas de vários cantões da Suíça. A sua intervenção foi bastante aplaudida.
Em Nanterre e Paris
No dia seguinte, 15, Edgar Silva participou num almoço em Nanterre, nos arredores de Paris, em que estiveram mais de cem pessoas, muitas das quais fizeram questão de manifestar o apoio à candidatura apoiada pelo PCP. Edgar Silva teve oportunidade de conversar com os presentes, incluindo o presidente da Câmara Municipal de Nanterre, a quem transmitiu o seu pesar pelos atentados ocorridos na sexta-feira, 13, e a solidariedade para com o povo francês.
Na ocasião, Nuno Garcia foi apresentado como o mandatário em França da candidatura de Edgar Silva e foi anunciada a constituição de uma comissão de apoio à candidatura. Na intervenção que se seguiu, perante uma assistência atenta e entusiasta, o candidato comunista focou aspectos com relevância para os portugueses residentes no estrangeiro e sublinhou as responsabilidades constitucionais que o Presidente da República tem perante a diáspora.
A iniciativa foi acompanhada pelo LusoJornal e a Luso Press, e Edgar Silva foi entrevistado em directo pela Rádio Alfa.
De Nanterre, a comitiva da candidatura seguiu para a Praça da República, em Paris, e, em seguida, para as imediações do Bataclan – local onde teve lugar um dos atentados –, numa manifestação de solidariedade para com o povo francês e os familiares dos nossos compatriotas falecidos. Na ocasião, Edgar Silva falou para a RTP1, a Lusa, a Luso Press e deu uma entrevista à Antena 1.
Sobre os atentados
O Gabinete de Imprensa da Candidatura de Edgar Silva à Presidência da República divulgou uma nota com a reacção de Edgar Silva aos atentados ocorridos em Paris no dia 13, na qual se lê:
«Perante os atentados perpetrados em Paris, expresso a minha firme condenação deste crime. Neste trágico momento, manifesto às vítimas e seus familiares, ao povo francês, a minha mais sentida consternação e solidariedade.
A resposta a estes hediondos actos deverá ter como ponto de partida o combate às suas profundas causas – políticas, económicas e sociais – e a defesa e afirmação dos valores da liberdade, de direitos fundamentais, da democracia, da soberania e independência dos estados, colocando a premência do respeito do direito internacional e da paz – valores e princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa.»