Euromarchas manifestaram-se em Bruxelas

Não ao TTIP, não à pobreza

Cerca de duas mil pessoas manifestaram-se, dia 17, em Bruxelas, sob a bandeira das Euromarchas, que encerraram uma série de acções contra o TTIP, a austeridade e a pobreza.

Combater a pobreza, pôr fim à austeridade

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Sob o lema «Não à austeridade. Não ao TTIP», activistas vindos de vários países da Europa, sobretudo de Espanha, Bélgica e França, percorreram as artérias centrais da capital belga, com cartazes, faixas e bandeiras contra as políticas anti-sociais das instituições da União Europeia, acompanhando as palavras de ordem com o rufar de tambores.

As Euromarchas partiram dos quatro pontos cardeais do velho continente em direcção a Bruxelas.

A coluna Sudoeste, por exemplo, partiu de Gibraltar, a 1 de Outubro, para cumprir um percurso de quatro mil quilómetros, o mesmo que foi percorrido pela primeira euromarcha, em 1997, na altura contra o Tratado de Maastricht.

De Sudeste, vieram activistas da Grécia e da Itália, de Nordeste, manifestantes dos países nórdicos e da Alemanha, e do Noroeste, uma coluna do Reino Unido.

Alguns locais de partida e de passagem serviram para denunciar os vários paraísos fiscais que existem dentro da União Europeia, nomeadamente Gibraltar ou o Luxemburgo.

Já em Bruxelas, dois dias antes da grande manifestação, várias centenas de activistas, em conjunto com organizações belgas, tentaram cercar a sede da Comissão Europeia, que recebeu, dia 15, a cimeira de chefes de Estado e de Governo.

Porém, a acção foi impedida pela polícia que dispersou os manifestantes e deteve cerca de 30 pessoas.

Ainda na capital belga, tiveram lugar várias acções e conferências sobre temas da actualidade: a austeridade, o alastramento da pobreza, o garrote das dívidas públicas e a construção de alternativas.

Desigualdades aprofundam-se

No dia em que as Euromarchas encerraram as suas acções em Bruxelas, mais de 1300 organizações da sociedade civil de Espanha promoveram iniciativas em cerca de 50 cidades sob o lema «As pessoas acima das multinacionais».

Os protestos, noticiados pela agência EFE, coincidiram com o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, num momento em que se aprofundam as desigualdades e milhões são lançados na miséria.

As organizações promotoras, aglutinadas na campanha «Não ao TTIP» e na Aliança Espanhola contra a Pobreza, exigem um novo «modelo económico e social», no qual as pessoas sejam «a prioridade» e manifestam-se contra os acordos de livre comércios que a Comissão Europeia está a negociar com os EUA e o Canadá.

Uma em cada cinco pessoas vive em Espanha em risco de pobreza, enquanto o número de milionários aumentou 13 por cento entre 2012 e 2013.




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