Em greve pelo AE na BA Vidro
Os trabalhadores da BA Vidro decidiram realizar um conjunto de greves nas três fábricas (Avintes, Marinha Grande e Venda Nova), abrangendo os diferentes turnos e o horário geral, entre este sábado e terça-feira, dia 22, porque a administração rompeu as negociações do Acordo de Empresa e recusa repor os direitos contratuais que retirou ao pessoal.
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira e a Feviccom/CGTP-IN, que apresentaram em Outubro de 2014 a proposta de AE e estiveram na negociação até dia 9, quando na terceira reunião houve a ruptura patronal, requereram logo a passagem à fase de conciliação, no Ministério do Emprego. Num comunicado aos trabalhadores, dia 10, assinalam que esta é a única empresa do sector de vidro de embalagem onde ainda não está negociado um AE com as estruturas da CGTP-IN e acusaram a BA Vidro de tentar impor a sua posição aos trabalhadores há vários anos. Pretendeu mesmo obter assinaturas individuais, procurando cobertura para os seus atropelos à lei e ao contrato colectivo de trabalho.
No comunicado aponta-se o que está em causa neste ataque aos direitos dos trabalhadores, sem que a administração tenha qualquer fundamento legal ou contratual:
– a redução dos dias de compensação, para os trabalhadores de turnos, significa mais tempo de trabalho e a consequente redução do valor do salário por hora, perda agravada com o não pagamento do respectivo subsídio de refeição;
– a redução do valor do trabalho normal prestado em dia feriado e do valor do trabalho suplementar significa a quebra de rendimento dos trabalhadores.
A greve, como outras já realizadas em Fevereiro, Março, Abril e Maio, responde a essa ofensiva, exigindo: a restituição dos dias de compensação dos trabalhadores de turnos (28 ou 15 dias anuais, conforme o regime aplicável) e a restituição do subsídio de refeição, durante esses dias; o pagamento do trabalho normal em dias feriados e do trabalho suplementar, tal como sucedia até 31 de Julho de 2012. Tem ainda como objectivo defender o direito à negociação e à contratação colectivas.