PCP evoca assalto ao CT de Braga

Centenas de militantes e activistas participaram, ontem, 11, na acção pública que a Organização Regional de Braga do PCP levou a cabo para assinalar os 40 anos do assalto ao seu Centro de Trabalho (CT), afirmando, assim, que a «memória desse tempo e dos actos hediondos em que consistiram os ataques às sedes e forças de esquerda, em especial ao PCP e aos seus militantes, não deve ser perdida», lê-se numa nota de imprensa do Partido.

A iniciativa, que decorreu frente ao local onde se situava o CT, contou com as intervenções de João Frazão, da Comissão Política do Comité Central do PCP, e de Teresa Lopes, dirigente comunista na região na altura do ataque. Esta lembrou que, nesse dia, a dezena de militantes que se encontrava no centro – cercada como no dia anterior –, só conseguiu sair do local escoltada pelos militares, sendo levada para o quartel de Braga e, depois, encaminhada para o Porto.

João Frazão, por seu lado, abordou as circunstâncias que rodearam o ataque ao CT: perpetrado na manhã de 11 de Agosto de 1975 e provocando a destruição total do edifício onde ficava a sede do PCP, foi precedido, no dia anterior, por uma manifestação de milhares de pessoas que, instrumentalizadas pelas forças que «se opunham ao rumo de conquista de direitos e de desmantelamento das estruturas fascistas no nosso País», rumaram à sede do PCP, «após um discurso de mobilização e manipulação anticomunistas dos sentimentos religiosos do povo» que foi proferido pelo arcebispo de Braga».

Numa acção que teve como objectivo «repor e afirmar a verdade sobre um tempo» em que os comunistas e outros democratas lutaram para defender a democracia, no seguimento da Revolução de Abril, o dirigente comunista sublinhou que, hoje, «com o País afundado por quase quatro décadas de política de direita, levada a cabo por PS, PSD e CDS, é urgente «retomar os caminhos e valores de Abril».

 



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