Cresce a confiança
A Coligação PCP-PEV apresentou, dia 24, os primeiros cinco candidatos da lista pelo círculo eleitoral de Braga às eleições legislativas. No dia 20, prestou contas da actividade nesta legislatura.
O contacto permanente com a realidade marca o trabalho da CDU em Braga
Na capital do Minho, a CDU deu a conhecer, pela voz do seu mandatário distrital, Manuel Carvoeiro, os cinco primeiros candidatos da lista pelo círculo de Braga. Num ambiente de grande confiança no projecto da CDU para o distrito e para o País, foi revelado que, para além de Carla Cruz, deputada do PCP na Assembleia da República (AR) e cabeça de lista já anunciada, integram a lista: Pedro Ribeiro, de 29 anos, eleito na Assembleia Municipal de Guimarães; Francisca Goulart, de 24 anos, da JCP; Mário Figueiredo, de 42 anos, eleito na Assembleia Municipal de Barcelos; e Mariana Silva, de 33 anos, membro do PEV e eleita na Assembleia Municipal de Guimarães.
Múltiplas iniciativas
No dia 20, Carla Cruz, cabeça de lista da Coligação PCP-PEV em Braga, esteve junto ao Hotel Estação, em Braga, para expressar a sua solidariedade a uma trabalhadora e dirigente sindical que estava a ser impedida pela administração do hotel de exercer as suas funções. No dia 18, a também deputada na AR, acompanhada por um grupo de activistas da CDU, participou numa acção de contacto com a população na Feira Semanal de Pevidém, em Guimarães. No mesmo dia, a primeira candidata da CDU por Braga visitou a 10.ª edição da Citânia Viva, na Citânia de Briteiros (Guimarães), onde valorizou a importância deste património para o distrito e sublinhou a promoção que o PCP faz, no seu programa eleitoral, da defesa, estudo, revitalização e divulgação do património cultural como forma de salvaguarda da identidade nacional.
No dia 14, Carla Cruz participou no simpósio «Ensino Artístico – Políticas Educativas», organizado pelo Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga, no qual defendeu o acesso generalizado ao ensino artístico, denunciou as políticas dos sucessivos governos de PS, PSD e CDS nesta área e sublinhou a necessidade de reforço no investimento, com base no Orçamento do Estado.
Trabalho em prol do distrito
A deputada do PCP e primeira candidata por Braga à AR apresentou no dia 20, em conferências de imprensa que tiveram lugar nos concelhos de Braga, Vila Nova de Famalicão, Barcelos e Guimarães, o balanço da actividade parlamentar dos deputados eleitos por Braga na XII legislatura.
Carla Cruz caracterizou a intervenção do PCP na Assembleia da República entre Junho de 2011 e Julho de 2015 como intensa e diversificada, assente no contacto permanente com a realidade regional e profundamente ligada aos trabalhadores e às populações. No período referido, delegações do PCP, integradas pelos deputados Agostinho Lopes (de Junho de 2001 a Dezembro de 2012) e Carla Cruz (a partir de Janeiro de 2013), realizaram centenas de visitas, reuniões e contactos no distrito, para aprofundar o seu conhecimento dos problemas, anseios e aspirações das populações nas mais diversas áreas: trabalhadores, economia, agricultura, pescas, escola, segurança social, saúde, segurança, justiça, infra-estruturas, movimento associativo e ambiente, entre outras. Ambos representaram o Grupo Parlamentar em diversas iniciativas públicas e, a partir do conhecimento adquirido, apresentaram na Assembleia da República 13 projectos de resolução, bem como 566 perguntas e requerimentos ao Governo sobre os mais variados assuntos.
Antes deste balanço, Carla Cruz fez uma caracterização da situação política e social do País, marcada pelas consequências da aplicação do pacto de agressão assinado entre PS, PSD e CDS e a troika estrangeira (FMI, UE e BCE). Entre outros aspectos, sublinhou: queda do PIB; destruição da economia e do aparelho produtivo; diminuição do investimento público; crescimento da dívida pública para valores insustentáveis; destruição de quase 500 mil postos de trabalho; aumento da taxa de desemprego; crescimento do desemprego jovem; emigração de 500 mil portugueses nos últimos cinco anos; fomento da precariedade e redução dos salários; cortes nas prestações sociais; crescimento da taxa de pobreza.