Gente séria e de trabalho
Foi num ambiente confiante e cheio de ânimo, em comício e ao ar livre, que no dia 16 centenas de pessoas assistiram à apresentação da lista da CDU pelo círculo do Porto.
As eleições legislativas servem para escolher 230 deputados
O cabeça-de-lista, Jorge Machado, já era conhecido publicamente, pelo que no comício de apresentação as atenções se debruçaram sobre os restantes membros da lista, que foram chamados a subir ao palco montado propositadamente para o efeito bem em frente à Reitoria do Porto, na Praça do Leões. Coube ao Mandatário Político da candidatura, Honório Novo, actual eleito da CDU na Assembleia Municipal do Porto – que exerceu o cargo de deputado entre 1999 e 2014 e que encabeçou a lista da CDU pelo distrito nas anteriores quatro eleições legislativas – usar da palavra para tecer algumas considerações sobre a lista apresentada: «13 são dirigentes ou delegados sindicais; 15 são autarcas; 10 são dirigentes de associações ambientalistas, culturais, científicas, desportivas ou recreativas; quatro são membros independentes; 20 têm menos de 40 anos e 20 são mulheres», informou Honório Novo, para logo de seguida acrescentar que «estes homens e estas mulheres que hoje se dão a conhecer à população do distrito têm um compromisso de luta contra a direita» e «não mudam de opinião como cataventos, ao sabor das conveniências, conforme estão no poder ou na oposição».
Jorge Machado, primeiro candidato da lista, interveio para afirmar que «é possível romper com o desastre», que a CDU «tem soluções para o distrito», que importa conhecer, e que passam por «uma melhor distribuição da riqueza, valorizando salários, reformas e pensões», pelo aumento da «produção nacional, com a renegociação da dívida e a rejeição das imposições da União Europeia, que são um verdadeiro garrote ao nosso desenvolvimento soberano».
Lembrando não ser por acaso que, nos últimos quatro anos, «dezenas de milhares de pessoas deste distrito foram empurradas para a emigração forçada, muitas famílias entraram em insolvência e todos os dias há centenas de lares que ficam sem luz», Jorge Machado denunciou, do alto da tribuna da CDU, que tais acontecimentos se devem a um Governo e uma política que «preferem ver o povo a sofrer para que os acionistas da EDP e outros grupos económicos acumulem lucros escandalosos». Com a apresentação dos candidatos, assegurou, «podemos dizer que temos projecto para transformar a sociedade e temos gente séria e capaz de dar corpo e voz a esse projecto».
Mudar a sério
Num comício em que intervieram João Corregedor da Fonseca, da Associação Intervenção Democrática, e João Luís Ferreira, da Comissão Executiva do Partido Ecologista «Os Verdes», Jerónimo de Sousa afirmou, a encerrar, que a lista apresentada dá garantias de ser composta por «gente séria, gente de trabalho, que aqui vive e luta em defesa dos trabalhadores e das populações». O Secretário-geral do PCP sublinhou que a batalha eleitoral que se aproxima é mais uma «possibilidade de continuar o caminho de reforço da CDU com mais votos e mais deputados».
O dirigente do Partido referiu-se ainda a uma concepção errónea que frequentemente é mencionada aquando das eleições legislativas: a ideia de que elas servem para eleger um primeiro-ministro: «continuamos a assistir a inadmissíveis mistificações acerca da natureza das eleições que se aproximam e que mais não visam do que levar os eleitores ao engano e condicionar a sua opção de voto», realçou. Estas eleições, sublinhou, «são, de facto para eleger não uma só pessoa mas sim 230 deputados, que não só irão influenciar a formação do governo como, durante quatro anos, serão chamados a debater e aprovar leis, a fazer opções decisivas sobre a política nacional e a fiscalizar a actividade do governo».
Assim, para o Secretário-geral do PCP, é necessário «insistir e explicar que o elemento mais decisivo que se joga nas próximas eleições é o tipo de maioria que sair do seu resultado, e o peso relativo que, dentro dela, cada força tiver». Quantos mais votos e mais deputados tiver a CDU «mais força ganha a possibilidade de uma mudança a valer na vida e no governo do País e não esta arenga do “vira o disco e toca o mesmo”».
Uma lista com provas dadas
A lista da CDU pelo distrito do Porto, apresentada no dia 16, é encabeçada pelo actual deputado Jorge Machado, de 39 anos, seguido por Diana Ferreira, de 34 anos, a exercer as mesmas funções. Seguem-se os seguintes candidatos: Ana Virgínia Pereira, de 54 anos, PCP; José António Gomes, 59 anos, PCP; Joana Costa, 32 anos, PCP; Alfredo Maia, 53 anos, independente; Júlio Sá, 39 anos, PEV; Lurdes Ribeiro, 47 anos, PCP; João Torres; 61 anos, PCP; Jaime Toga, 36 anos, PCP; Maria João Antunes, 28 anos, JCP; António Valpaços, 28 anos, PCP; Renata Freitas, 43 anos; Rogério Reis, 54 anos, PCP; Ângela Moreira, 57 anos; Sónia Duarte, 42 anos, PCP; Manuel Faria de Almeida, 64 anos, ID; Isabel Baldaia, 59 anos, PCP; Valdemar Madureira, 70 anos, PCP; Marisa Ribeiro, 43 anos, PCP; José António Pinto, «Chalana», 50 anos; Sónia Sousa, 34 anos, PCP; Igor Gandra, 40 anos, independente; Luís Pinto, 49 anos, PCP; Palmira Peixoto, 59 anos; Jorge Marques, 67 anos, PCP; Tiago Oliveira, 34 anos, PCP; Joana Rodrigues, 34 anos, PCP; Pedro Vilarinho, 29 anos, PCP; Ana Maria Moreira, 37 anos, PCP; Fernando Sá, 34 anos, PEV; Conceição Bacelar, 62 anos; Daniel Vieira, 29 anos, PCP; André Martelo, 24 anos, JCP; Marta Costa, 26 anos, PCP; Doroteia Peixoto, 32 anos; Guilhermino Monteiro, 63 anos, independente; Liliana Rocha, 30 anos, PCP; Rui Pedro Ferreira, 51 anos; Casimiro Calisto, 59 anos, PCP; Maria Olinda Moura, 57 anos, PCP; Cláudia Monteiro, 40 anos, PCP; Jorge Sarabando, 66 anos, PCP.