ADAG alerta para degradação da agricultura

País mais pobre

Numa audiência na Presidência da República, que teve lugar no dia 1, a Associação Distrital de Agricultores da Guarda (ADAG) pediu mais atenção para o sector, sobretudo para as regiões do interior do País. A ADAG entregou à assessora de Cavaco Silva para os assuntos da agricultura um documento onde se refere que «desde há décadas que se vem assistindo a uma progressiva degradação da agricultura em Portugal», mas a situação «nunca foi tão grave» como a actual, «fruto de sucessivas políticas agrícolas erradas».

Uma das áreas fortemente afectadas é a agricultura familiar, já que o Governo português segue uma política de apoio incondicional à agricultura de maior dimensão e ao agro-negócio. Segundo a Associação, entre outras situações, verifica-se uma diminuição de 60 por cento na produção de azeitona, de 30 por cento na produção de castanha, uma grande baixa na produção e no preço do leite, e na produção de vinho.

Na região demarcada de produção do queijo Serra da Estrela assiste-se a um decréscimo do pastoreio de pequenos ruminantes com a consequente e drástica diminuição do fabrico artesanal de queijo, estando em risco, segundo a ADAG, «um saber ancestral, um produto único, devido ao crescente abandono da actividade, face às exigências burocráticas e fiscais completamente desajustadas à realidade do sector». Neste sentido, é «imperativo e urgente a revisão das políticas oficiais agrícolas e de mercados que hoje continuam centradas nos apoios ao grande agro-negócio, virados, sobretudo, para a exportação».

A ADAG pede também que seja aprovada a carta e o estatuto da agricultura familiar propostos pela Confederação Nacional da Agricultura.

A Associação de Agricultores pediu ainda uma reunião à ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, tendo já sido recebida pela Comissão da Agricultura e Mar da Assembleia da República.




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