CDU denuncia situação na Viela de Lamas

Degradação e miséria

Pedro Carvalho, vereador do PCP na Câmara do Porto, acompanhado de outros eleitos e activistas da CDU na Assembleia Municipal e da Freguesia de Paranhos, realizou no dia 15 uma visita à Viela de Lamas.

Moradores no meio do lixo e do entulho

Neste arruamento persiste ainda o núcleo rural de Lamas, uma das antigas aldeias da Freguesia de Paranhos, que actualmente se encontra encravada entre os edifícios do Pólo Universitário (Faculdade de Economia, Centro de Inovação UPTEC) e a auto-estrada A3.

Na Vilela de Lamas as antigas casas rurais e os seus anexos foram transformadas, já no início do século XX, em «ilhas» que ainda hoje continuam habitadas, mas em condições de grande degradação e insalubridade.

Durante a visita, os eleitos e activistas puderam constatar a existência de dez agregados familiares que residem em algumas «ilhas», cujas casas ameaçam ruína, incluindo alguns que habitam pequenos cubículos anexos no fundo do quintal. «A Viela de Lamas é um pequeno arruamento em terra batida e sem saneamento ou escoamento de águas pluviais, levando a que as águas pluviais frequentemente inundem algumas destas habitações», observa a CDU em nota de imprensa, dando ainda conta de um «barulho nocturno permanente produzido por uma empresa proprietária de um espaço situado a 200 metros, que é alugado para eventos e que, contrariando a legislação do ruído nocturno, impede o descanso dos moradores».

Sem condições de habitabilidade

No final da visita, em declarações à Lusa, Pedro Carvalho anunciou que o PCP vai propor, em reunião de Câmara, o realojamento dos dez agregados familiares na Viela de Lamas, e solicitar uma intervenção urbanística de toda a área envolvente, «no sentido de terraplanar, demolir e limpar toda aquela zona».

Neste processo, defendeu o vereador comunista, «têm de se envolver os senhorios de forma clara, para evitar que estas situações se arrastem». «Não há condições de habitabilidade que permitam àquelas pessoas continuar ali, e por isso a Câmara tem de ter uma intervenção nesse sentido, ao mesmo tempo que deve tentar encontrar meios de financiamento público, comunitário e nacional, que possam ajudar nesse esforço de reabilitação», acrescentou.




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