Resistir na Moviflor
O PCP está a divulgar junto da população de Viseu o teor do requerimento apresentado na Assembleia da República sobre a situação da Moviflor e o futuro dos seus mais de 1000 trabalhadores, bem como a resposta do Governo às questões levantadas pelos deputados comunistas. O PCP, procurando salvaguardar os postos de trabalho e assegurar aos trabalhadores da Moviflor o recebimento das indemnizações e salários em atraso, exigia do Governo explicações sobre o que estava a ser feito para defender o emprego e os direitos.
A resposta, evasiva quanto baste, confirmava que tinham sido feitas «diligências», as quais confirmaram o encerramento da sede da empresa (e mudança de local da mesma) e a alteração do nome de Moviflor para Albará. Face ao encerramento de vários estabelecimentos, não tinha sido possível aos vários serviços desconcertados da Autoridade para as Condições de Trabalho averiguar mais nada nem contactar com responsáveis da Moviflor. Perante a «elucidativa resposta», resta aos trabalhadores «intensificar a luta e conquistra através dela o que lhes é devido», garante a Comissão Concelhia de Viseu do Partido.
No comunicado que emitiu no dia 14, o PCP lembra a aprovação, em Outubro de 2013, do Plano Especial de Revitalização da empresa, que previa a liquidação dos créditos dos trabalhadores, a manutenção da actividade da quase totalidade das lojas e a garantia de cerca de 500 postos de trabalho. Porém, quase um ano depois (em Julho de 2014), a administração da empresa não cumprira nada do que tinha acordado com os trabalhadores e com a Autoridade para as Condições de Trabalho: não pagou «nenhuma das 36 prestações das indemnizações devidas aos trabalhadores despedidos»; não regularizou o pagamento dos subsídios e salários em dívida aos que ficaram no activo, a que juntou o não pagamento de Janeiro, parte de Abril e a totalidade do mês de Maio e Junho de 2014. Este incumprimento abrangeu os 50 trabalhadores da Moviflor de Viseu.