Alavancas de desenvolvimento
As infra-estruturas de transportes são «estratégicas» e constituem «investimentos produtivos» capazes de impulsionar a recuperação económica e de resolver problemas imediatos, garante o PCP.
A saturação do aeroporto de Lisboa é evidente
LUSA
Numa nota da Direcção da Organização Regional de Setúbal, emitida anteontem, o Partido reafirma a necessidade de construção do novo aeroporto em Alcochete e do terminal fluvial de contentores no Barreiro. Acusando o Governo de ter abandonado importantes projectos nacionais e de ter acelerado o processo privatizador de empresas estratégicas (como a EDP, a REN, os CTT e a ANA), o PCP garante que o anúncio recente de que a base do Montijo poderá servir de apoio ao tráfego aéreo com destino a Lisboa «vem colocar de novo na ordem no dia a questão da saturação do Aeroporto da Portela».
Esta é, para o PCP, «uma daquelas questões que há muitos anos estão em cima da mesa, e que levou a que várias opções de localização fossem equacionadas ao longo dos anos», tendo a decisão final recaído no campo de tiro de Alcochete. Quanto à base do Montijo, o Partido sublinha as limitações existentes e garante que os custos inerentes à «adaptação de uma estrutura militar a fins civis que vai ser temporária» não se justificam, tendo em conta que o País necessita de um novo aeroporto, de carácter definitivo. Esta infra-estrutura, conclui, deveria já estar em fase de construção do campo de tiro de Alcochete.
Sector estratégico
Também as actividades portuárias «assumem um papel estratégico no funcionamento e dinamização da economia», afirma o PCP, que defende a sua dinamização em todo o território nacional. No que respeita ao estuário do Tejo, os comunistas salientam a importância da ampliação desta actividade no Barreiro, nomeadamente através da instalação de um terminal de contentores, que não implique a desactivação dos actualmente em funcionamento na margem norte.
O Partido entende ainda que o desenvolvimento das actividades portuárias deve incorporar a pesca, defendendo a instalação de um porto de abrigo na margem Sul, junto à foz do Tejo, de uma doca e de uma lota para descarga do pescado, «numa lógica de complementaridade e gestão integrada e pública do conjunto das infra-estruturas marítimo-portuárias». Questão transversal a todas estas actividades é a sua propriedade pública, de modo a assegurar o seu papel na dinamização da economia.
O PCP propõe ainda a concretização da terceira travessia do Tejo, entre o Barreiro e Chelas, e a expansão da rede de metropolitano de superfície até ao Barreiro/Moita, para o qual deveria ser iniciada a construção da ponte Seixal-Barreiro.