Bairro do Aleixo

Opção desgraçada

Reagindo às informações tornadas públicas a respeito da auditoria ao negócio imobiliário do Bairro do Aleixo, a coordenadora da CDU da Cidade do Porto confirma que «o município e a cidade estariam bem melhor sem esta opção desgraçada», como, aliás, defendeu em 2006, «quando foi tomada em reunião de Câmara a decisão de constituir um Fundo e expulsar a população da zona para dar lugar a habitação de luxo», tendo sido o vereador do PCP «o único a votar contra».

Considerando que «a posterior participação de entidades privadas envolvidas em casos judiciais associados a engenharias financeiras duvidosas e até fraudes, a par da falta de transparência por parte dos responsáveis da autarquia, são elementos que adensam motivo de inquietação», a CDU exige do presidente da Câmara, Rui Moreira, «um esclarecimento célere e cabal». Um esclarecimento tanto mais necessário quanto «a ausência de cumprimento de procedimentos legais, a sobrevalorização da capacidade construtiva dos terrenos, o incumprimento por parte do Fundo em relação à reabilitação e entrega de habitações sociais, as dúvidas em relação ao pagamento pelo município de despesas do Fundo, entre outros factores citados na auditoria», se revestem de «profunda gravidade».

De igual modo, adianta a Coligação em comunicado datado de dia 8, importa clarificar a «alegada participação do chefe de Gabinete de Rui Rio como representante de um dos accionistas do Fundo – António Oliveira – em reuniões com o município».

Neste contexto, Rui Moreira não pode continuar a «esconder dos órgãos autárquicos e da cidade as suas intenções», acrescenta a CDU, para quem o presidente da CM do Porto tem de responder a «duas questões calarificadoras: «Pretende com tudo isto salvar-se politicamente (...) encontrando justificação (...) para uma eventual entrada de novos promotores privados no negócio, para novos gastos de dinheiros públicos municipais ou para uma simples reformulação de um contrato tão negativo quanto este?», ou «pretende empenhar-se numa verdadeira solução que passe pela dissolução do Fundo e pelo fim a esta tentativa de apartheid social?»

Defender a população

Paralelamente ao acompanhamento do caso do Bairro do Aleixo, a Coligação prossegue as visitas procurando dar visibilidade aos problemas sentidos pela população do Porto. No domingo, 9, o vereador Pedro Carvalho esteve no bairro Rainha D. Leonor, recentemente requalificado mas que apresenta já problemas estruturais graves, e defendeu a imediata intervenção da autarquia.

A intervenção camarária foi exigida, também, no dia 2, em visita à Rua de Serralves, pois o seu estado de degradação reclama «um plano integrado de reabilitação», disse, citado pela Lusa.




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