Búlgaros valorizam socialismo
Um quarto de século após o derrubamento do regime socialista na Bulgária, a maioria da população (55%) faz uma avaliação positiva do governo comunista liderado por Todor Jivkov, contra apenas 25 por cento que manifestam uma opinião negativa.
Segundo revela um estudo realizado pelo Instituto Alpha Research, publicado dia 9, são mais as opiniões positivas sobre o desenvolvimento do país no regime socialista (43%) do que as negativas (14%).
Os resultados apurados surpreenderam os autores do inquérito, recordando que em 1991, dois anos após a queda do regime, 76 por cento da população reprovava o regime, contra apenas 16 por cento que o defendiam.
Boriana Dimitrova, presidente do Alpha Research, citada pela AFP, explica esta mudança, notando que «as saudades da segurança social vêm ao de cima».
Porém, adianta ainda o estudo, a maioria dos búlgaros está desiludida com a transição para o capitalismo devido à corrupção.
Assim, apenas dois por cento dos inquiridos concordam que a lei prevalece no país. Metade considera que o desenvolvimento capitalista foi um fracasso, dez por cento afirmam que foi um êxito, enquanto 25 por cento dizem que há tantos aspectos negativos como positivos.
Para os búlgaros os grandes beneficiados com a transição são os políticos (41%) e os mafiosos (27%). Os grandes perdedores são os cidadãos comuns (54%).
Descontentes com os resultados do seu próprio estudo, os autores lamentam que o sistema educativo negligencie «as lições da história recente» e a «falta de debate público» sobre o regime socialista.