Acção intensa nos transportes

Outubro no rumo certo

Pela defesa do serviço público, pelo cumprimento da contratação colectiva, pela melhoria dos salários e das condições de trabalho, a Fectrans/CGTP-IN está a dinamizar lutas nos transportes, que começam hoje e prosseguem ao longo do mês.

A luta dos trabalhadores é do interesse dos utentes e do País

A série de jornadas da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, divulgada anteontem, abre com a distribuição de informação aos utentes, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, durante o dia de hoje, na base de um novo folheto, a alertar para os resultados da política seguida neste sector.

Hoje é ainda a primeira manhã de greve em várias empresas dos grupos Transdev, na região Norte, e Arriva. Entre as três e as dez horas, repetem-se amanhã, dia 10, as paralisações na Arriva, REDM, Minho Bus, TranscoVizela, Auto Mondinense, Caima Transportes, TU Guimarães, TU Famalicão, Esteves Braga & Andreia, Salvador Alves Pereira, António dos Prazeres & Filho.

Para esta sexta-feira está agendado também um encontro de representantes dos trabalhadores dos transportes com as comissões de utentes. O objectivo é analisar as consequências das privatizações, na óptica de utentes e trabalhadores, e avaliar a possibilidade de iniciativas convergentes e comuns.

Na segunda-feira, dia 13, começa na STCP uma greve às horas extra, que se estende por toda a semana, até dia 19.

A 15 de Outubro, vão ter lugar plenários e paralisações na CP, no período da manhã (entre as 8h30 e as 10h30).

Durante duas horas por turno vão fazer greve os trabalhadores da Refer, no dia 16.

Nessa próxima quinta-feira, vai ter lugar, de manhã, no Clube Ferroviário, em Lisboa, uma reunião de quadros da Fectrans e dos seus sindicatos. Para a tarde, em local ainda por definir, está a ser organizada uma concentração de membros de organizações de trabalhadores de empresas com processos de privatização em curso ou anunciados.

No dia 21, terça-feira, vai ocorrer uma greve de 24 horas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, contra a concessão da empresa a privados e em defesa de boas condições de trabalho e de prestação do serviço à população.




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