Combater precariedade, defender direitos e aumento dos salários

Trabalhadores envolvidos na luta

Participando em plenários, processos negociais, concentrações, manifestações e greves, os trabalhadores e as suas organizações representativas levam a efeito uma forte acção de luta em defesa dos direitos.

É crescente a mobilização face à ofensiva do Governo e do patronato

Algumas destas iniciativas enquadram-se na quinzena de acções de informação, reivindicação e lutas promovida pela CGTP-IN, entre 23 de Setembro e 5 de Outubro, como a concentração que teve lugar no dia 23 frente à Associação dos Industriais de Ourivesaria e Relojoaria do Norte, no Porto. Representantes do SITE Norte e trabalhadores de empresas do sector quiseram assim vincar o protesto contra o bloqueio da contratação colectiva e a não actualização salarial – pese embora o facto de as exportações no sector terem aumentado 45 por cento em 2013, refere o sindicato.

Dia 24, cerca de duas dezenas de trabalhadores de várias lojas do Pingo Doce e representantes sindicais do CESP concentraram-se frente à loja de Vila Nova de Gaia, para protestar, como já o tinham feito, dia 11, junto à loja da Prelada, contra a existência de horários nocturnos, que não são pagos enquanto tal, contra a forma como os trabalhadores têm sido avaliados, bem como a repressão e os processos disciplinares a que são sujeitos.

No dia 26, os trabalhadores e as trabalhadoras das empresas de limpeza GM.FM e ISS na Continental Mabor, em Famalicão, cumpriram um dia de greve. A forte adesão, referiu o STAD, foi sinónimo da justeza da luta face à intransigência patronal, estando em causa o aumento dos salários, a criação do subsídio de transporte, a reposição do valor pago pelo trabalho extraordinário, o pagamento do subsídio de Natal e o fim das discriminações.

A 27, Dia Mundial do Turismo, o Sindicato da Hotelaria do Norte realizou, no Porto, a XVIII Corrida da Bandeja por melhores salários e na defesa dos direitos. No dia 29, sindicato e trabalhadores do sector concentraram-se junto à associação patronal APHORT, onde entregaram uma resolução que fora aprovada na assembleia-geral de delegados realizada na sede do sindicato; à tarde, a acção de luta passou para a porta do Hotel Vila Galé, também no Porto, para reivindicar aumentos salariais, a defesa dos direitos e a negociação do contrato colectivo de trabalho.

No dia 30, cerca de 200 reformados do Metropolitano de Lisboa realizaram uma vigília na estação do Marquês de Pombal em protesto contra o roubo dos complementos de reforma. Tal como afirmaram na concentração, em que participou Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, muitos trabalhadores tomaram a decisão de se reformar antecipadamente porque a empresa lhes garantiu o pagamento de um complemento. Com a suspensão, no início do ano, do pagamento destes complementos, que correspondem a cortes entre os 40 e os 60 por cento nas reformas, os pensionistas vêem-se confrontados com situações de desespero.



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