Défice orçamental

A previsão do INE para o défice orçamental em 2014, baseada no Ministério das Finanças, é de 4.8%. Para o PCP, o que estes dados revelam sobretudo é que nem mesmo o único objectivo que o Governo anuncia, e que lhe serve de pretexto para a política de esbulho aos trabalhadores, está a ser cumprido.

«É dito pelo Governo que temos de suportar um conjunto de sacrifícios, suportar o corte nos salários, o aumento dos impostos, a pretexto do défice e da consolidação das contas públicas, mas o que se verifica é que nem esse alegado objectivo é cumprido», reagiu Miguel Tiago, na sequência da divulgação dos dados do INE.

O deputado comunista admitiu também que nem mesmo esta estimativa venha a ser atingida, uma vez que a mesma parte do pressuposto de que este semestre atingirá os 3%, o que em sua opinião peca por algum optimismo, tendo em conta que a «economia não está a crescer mas a abrandar».

Este é assim o resultado da política de empobrecimento e de aumento da concentração da riqueza nas mãos dos grandes grupos económicos, considerou Miguel Tiago, para quem o combate ao défice não passa pela austeridade mas por «investir na valorização do trabalho e no crescimento económico».




Mais artigos de: Assembleia da República

Problema é político e não fiscal

Passos Coelho garantiu no Parlamento não ter recebido qualquer remuneração fixa da Tecnoforma enquanto foi deputado, mas reconheceu ter sido reembolsado em «despesas de representação». Não esclareceu foi nem os respectivos montantes nem entre que datas tal ocorreu.

Luta não vai parar

O aumento do salário mínimo nacional não é uma benesse do Governo PSD/CDS-PP, nem resulta sequer da sua vontade: é o fruto da luta dos trabalhadores pela valorização dos salários e pelo aumento do SMN. Nestes termos avaliou o PCP, faz hoje oito dias, a...