Reforçar o Partido e a luta

A luta dos trabalhadores e do povo «destaca-se pela sua continuidade e diversidade, pelo seu papel em torno de reivindicações específicas, no enfrentamento da ofensiva de agravamento da exploração e empobrecimento, no contributo para o isolamento político e social do Governo, para a derrota da política de direita». Quem o afirma é a Direcção da Organização Regional de Évora que, num comunicado emitido em Julho, realça os resultados concretos alcançados pela luta: no próprio dia da greve dos médicos, lembra, o Governo assumiu desbloquear 300 milhões de euros para os hospitais e abrir concurso para mais 610 profissionais de saúde, entre os quais mais de 50 médicos.

Muito embora se mantenha, com estes novos profissionais, um défice de mais de 650 médicos no Serviço Nacional de Saúde, «mais uma vez se confirma que quando se luta nada se perde», valoriza o PCP. O mesmo se passa, garante, com a assumpção, pelo Governo, de transferir mais verbas para as universidades, entre elas a Universidade de Évora.

No comunicado, a DOREV apela à convergência e luta dos trabalhadores e dirige-se aos organismos, organizações e militantes para que «concretizem os objectivos da campanha de contactos com todos os membros do Partido». Esta, acrescenta, constitui um «contributo importante» para o êxito da 8.ª Assembleia da Organização Regional de Évora do PCP, que se realiza a 21 de Setembro e conta com a presença do Secretário-geral, Jerónimo de Sousa.

Luta que transforma

A segunda Assembleia da Organização de Empresas do Distrito da Guarda do PCP, realizada recentemente, reafirmou a luta de massas como o «factor determinante na ruptura com a política de direita». O seu aprofundamento e alargamento, «com todos os desenvolvimentos e expressões que ela possa vir a assumir», é um factor essencial para tornar possíveis as rupturas e transformações sociais necessárias, implicando o reforço organização partidária, a necessidade de uma mais profunda ligação do Partido aos trabalhadores e às massas, de uma mais dinâmica iniciativa política e do reforço das organizações unitárias de massas.

Durante os quatro anos que mediaram entre a primeira e a segunda assembleias, foi violenta a ofensiva do grande capital – através das troika estrangeira e nacional – mas foi também poderosa a luta e a resistência dos trabalhadores e do povo, valorizaram os comunistas. No distrito, acrescenta a organização comunista no documento aprovado na assembleia, «embora com dificuldades e insuficiências», os trabalhadores têm resistido e lutado: na Fundação Côa Parque, no Contact Center da EDP, na empresa têxtil António F. Camello, nos transportes, designadamente na Transdev, e na Administração Pública.

Neste último caso, valorizou-se na assembleia, merecem especial destaque a luta dos enfermeiros, particularmente os que trabalhavam com recibos verdes e que, na sequência da unidade e combatividade que demonstraram, conseguiram a integração com contratos sem termo.




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