PCP defende o controlo público
da actividade do BES

Salvaguardar o interesse nacional

O PCP reafirma a necessidade de uma intervenção decidida por parte do Governo e do Banco de Portugal no BES que garanta a defesa do interesse nacional.

Problemas detectados nas empresas do Grupo Espírito Santo

Em causa estão as consequências dos muitos problemas detectados nas empresas do Grupo Espírito Santo, cujos desenvolvimentos confirmam a possibilidade real de se fazerem repercutir na actividade do BES e no sistema financeiro nacional.

Face à situação, o Partido defende uma intervenção do Estado centrada na urgência de garantir o controlo público do banco, assente no «apuramento da situação real do BES, das responsabilidades e responsáveis pela situação, levando esse apuramento até às últimas consequências» e na «concretização de um conjunto de medidas de gestão que impeçam a utilização dos meios financeiros do banco, para assim procurar resolver problemas do grupo, provocando a sangria de meios financeiros do banco, o que levaria a uma situação de grande instabilidade».

Como se pode ler numa nota do Gabinete de Imprensa do PCP, «os fundamentos desta intervenção por parte do Estado estão sustentados na recusa de qualquer intervenção à posteriori, tal como aconteceu no BPN – de nacionalização dos prejuízos, evitando desta forma que o Estado assuma responsabilidades que apenas aos accionistas do BES dizem respeito».

Na nota, divulgada anteontem, o Partido adverte ainda para «a sucessão de acontecimentos que têm envolvido a banca, bem como a política seguida pelos principais grupos financeiros privados assente na actividade especulativa, que impedem que este sector, numa situação de vulnerabilidade, desempenhe o papel que deve ter de financiador da economia nacional e de apoio às famílias».

Neste quadro, o PCP considera «um imperativo nacional», como forma de contribuir para o desenvolvimento e soberania nacionais, «a nacionalização da banca comercial, num quadro mais geral da nacionalização do sector financeiro, como meio de assegurar o controlo público e a determinação da acção deste sector pelo interesse nacional».

 



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