Polémica eleitoral
A Comissão Eleitoral do Egipto rejeitou as queixas apresentadas pelo candidato da Corrente Popular nas presidenciais realizadas a 26, 27 e 28 de Maio no país. Hamdeen Sabahi considerou «um insulto à inteligência» os resultados provisórios que indicam que obteve menos votos do que os considerados nulos, e atribuem ao Marechal al-Sissi 96 por cento dos boletins válidos.
Sabahi critica a surpreendente extensão das eleições por mais um dia e acusa os partidários de Sissi de intimidarem os seus delegados e fazerem propaganda nas assembleias de voto, mas outros factos descredibilizam o sufrágio egípcio.
Perante a falta de comparência às urnas, o governo liderado pelo militar e candidato presidencial ameaçou multar os abstencionistas; decretou feriado nacional para dia 27, mandou encerrar centros comerciais e apelou às empresas privadas para que encaminhassem os seus empregados para as assembleias de voto; difundiu nos meios de comunicação social o medo do regresso do ex-presidente Mohamed Morsi e da Irmandade Muçulmana – derrubado por Sissi em Junho do ano passado –, e garantiu a gratuitidade dos transportes públicos para os egípcios que fossem votar.
Não obstante, as estimativas oficiais apontam para a participação de um máximo de 40 por cento dos 54 milhões de eleitores.