Sionistas rejeitam paz

Israel decidiu cortar os contactos com a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) e recrudescer as sanções económicas impostas, decisão que significa o abandono do processo da paz. Esta posição foi assumida por Telavive depois de a Organização para a Libertação da Palestina e o Hamas terem concluído um acordo sobre a constituição de um governo de unidade nacional no prazo de cinco semanas, bem como a realização de eleições gerais na Cisjordânia e na Faixa de Gaza nos próximos meses.

Para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o acordo entre facções palestinianas «mata a paz». O líder sionista criticou, ainda, o presidente da ANP, Mahmud Abbas, por este reiterar que os palestinianos nunca vão reconhecer Israel como um Estado judeu, e acusou-o de pactuar com o terrorismo, nomeadamente com uma organização que tem como objectivo a destruição de Israel.

Netanyahu aproveitou mesmo a passagem do Dia do Holocausto em Israel para vincular a OLP à revisão da história e à defesa de um tragédia semelhante contra os israelitas, mas Abbas veio publicamente sacudir as acusações sublinhando que «o Holocausto foi o crime mais hediondo da história contemporânea», apelando, também, «ao governo israelita para aproveitar a oportunidade para alcançar uma justa e completa paz na região, baseada na visão dos dois estados: Israel e Palestina, vivendo lado a lado em paz e segurança», disse, de acordo com a Lusa.




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