FMLN volta a vencer
O candidato da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN) foi eleito presidente de El Salvador e promete continuar o caminho iniciado em 2009.
Pela segunda vez, a FMLN chefia o Estado e o governo
A vitória de Salvador Sánchez Cerén na segunda volta das presidenciais realizadas domingo, 9, coloca pela segunda vez um candidato da FMLN na chefia do Estado e do governo no país centro-americano. Renhido até ao último voto, o triunfo do ex-guerrilheiro sobre o candidato do ARENA, Norman Quijano, acabou por ser confirmado pelo Supremo Tribunal Eleitoral já na segunda-feira, 10.
Contrariando as pretensões do candidato proposto pela direita salvadorenha (que não reconheceu os resultados), a entidade considerou que as 14 actas eleitorais que apresentam irregularidades técnicas, no seu conjunto, não totalizam um número de votos igual ou superior à diferença observada entre Sánchez Céren e Norman Quijano, pelo que o candidato da FMLN foi mesmo eleito presidente de El Salvador até 2019.
O sufrágio, além do mais, foi considerado livre e justo pelas equipas de observadores internacionais, enviadas, entre outros, pela União Europeia, Organização de Estados Americanos e Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.
Horas antes, e em face da diferença de mais de seis mil votos – um milhão 494 114 votos para Sánchez Céren contra um milhão 487 510 votos para Norman Quijano –, militantes e apoiantes da FMLN juntaram-se na capital, San Salvador, para festejar a vitória. Perante milhares de pessoas, Sánchez Cerén destacou os sacrifícios vividos pelo povo até alcançar «uma nova esperança, um novo futuro».
Pedindo à oposição que respeite a vontade popular, o candidato vencedor garantiu ainda a continuidade do rumo iniciado em 2009 com o triunfo da Maricio Funes, «um caminho construído para benefício dos mais desfavorecidos», disse.
À saída da assembleia de voto, já Sánchez Cerén havia feito um balanço dos últimos cinco anos de governo da FMLN. «Devolvemos a esperança aos sectores mais humildes, mais desprotegidos; investimos como nunca na Educação, na Saúde, no combate à pobreza. Vamos prosseguir essa obra», sintetizou.
Desde 2009, o executivo salvadorenho implementou programas sociais que asseguraram leite e refeições, material escolar e roupa a todos os alunos da instrução primária até ao ensino liceal. Milhares de títulos de propriedade de terra foram entregues a camponeses e importantes reformas nos cuidados de saúde foram introduzidas, de entre as quais sobressai a baixa do preço dos medicamentos.