«Eleições» na Colômbia

Regime em causa

A coligação governamental do presidente Juan Manuel Santos (partidos Unidade, Liberal e Mudança Radical) perdeu a maioria absoluta no Congresso colombiano. Nas «eleições» realizadas no domingo, 9, as três formações elegeram 47 senadores num total de 102, e 92 deputados num total de 166 assentos na Câmara dos Representantes.

O Centro Democrático do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010) é encarado como o grande vencedor, tornando-se a maior força política da oposição no parlamento. Prevê-se, por isso, o recrudescimento da campanha movida pelos sectores mais reaccionários – e comprovadamente ligados ao narco-paramilitarismo – contra as conversações de paz com as FARC-EP que decorrem em Havana.

A União Patriótica não conseguiu eleger qualquer dos seus candidatos à Câmara dos Representantes ou ao Senado, mas em mensagem publicada no seu site, o Partido Comunista Colombiano (PCC) expressou satisfação pela eleição de dez senadores e nove deputados pelo Pólo Democrático Alternativo e pela Aliança Verde.

O sufrágio ficou marcado pela elevada abstenção, a qual superou os 60 por cento. De acordo com dados oficiais referidos pelo PCC, de um total de 32 milhões 835 mil colombianos habilitados a votar, só 12 milhões 177 mil o fizeram validamente.

À escassa comparência às urnas acresce as irregularidades verificadas. Segundo a Lusa, a missão de observação eleitoral havia detectado 104 denúncias (posteriormente, a Telesur informava a existência de mais de 700 queixas), a maioria das quais respeitantes à compra de votos e acções de propaganda. A mesma fonte, citada pela agência de notícias portuguesa, relatou que em 21 por cento do total das assembleias instaladas em 383 municípios não existiam condições para exercer o direito de voto.



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