Polícias voltam à rua
Estão reforçados os motivos para milhares de profissionais das forças e serviços de segurança estarem hoje na manifestação promovida pela CCP.
A manifestação começa às 17h30 no Marquês de Pombal
A Comissão Coordenadora Permanente, constituída pelos sindicatos e associações profissionais com maior representatividade na PSP, na GNR, na ASAE, no SEF, na Guarda Prisional e na Polícia Marítima, tirou aquela conclusão na sua reunião de 27 de Fevereiro. Depois de analisar a actividade sindical e associativa, olhando as respostas dos diversos ministérios e considerando «a inexistência de respostas satisfatórias às reivindicações dos diversos sectores», a CCP declarou esperar que a acção de hoje «seja o reflexo do descontentamento existente no sector da segurança interna, para o qual esta estrutura tem vindo a alertar e que continua a ser ignorado pelo Governo, com consequências na vida dos profissionais e no serviço prestado aos cidadãos».
A Coordenadora reafirmou o apelo à participação de todos os profissionais, sindicalizados ou não, bem como dos demais sindicatos da PSP, GNR e Guarda Prisional.
O aumento do número de polícias que, em 2013, recorreram aos Serviços Sociais da PSP veio realçar o alerta da ASPP acerca da situação de carência em que muitos profissionais hoje vivem. Paulo Rodrigues, presidente da associação sindical, confirmou que essa realidade é conhecida, alertando que poderá agravar-se em 2014, devido aos cortes salariais.
A redução dos vencimentos é o principal motivo que originou o protesto de hoje, acentuado por aumentos dos descontos e pelo repetido congelamento das progressões na carreira, a par de outros problemas específicos, na GNR, na Polícia Marítima, no SEF e na PSP, colocados a 3 de Fevereiro, quando a CCP agendou a manifestação de hoje, observando que no Orçamento do Estado foram mantidas as medidas contestadas na grande manifestação de 21 de Novembro.
Família militar
«Faz cada vez mais sentido» o desfile da família militar, com início marcado para sábado, dia 15, às 15 horas, na Praça Luís de Camões, em Lisboa. A afirmação consta numa nota da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, divulgada no domingo, a dar conta de que foi lançado pelas associações profissionais de militares o cartaz alusivo à iniciativa. Refere a AOFA que «entramos no quarto ano de austeridade» e foram anunciadas novas medidas, «desta vez com cortes de remunerações e pensões a serem definitivos».