Parar a Kemet
Impedir a concretização da deslocalização anunciada pela multinacional e o consequente despedimento de 127 trabalhadores foi o objectivo da greve que teve lugar na fábrica da Kemet Electronics, em Évora, na sexta-feira de manhã. Durante a paralisação, os trabalhadores concentraram-se à entrada da empresa, onde acorreram dirigentes do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, da União dos Sindicatos de Évora e de organizações sindicais de outros sectores, bem como vários trabalhadores e reformados. Ali interveio o Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, que considerou a intenção da Kemet pouco convincente, justificando uma investigação da Procuradoria-Geral da República e uma posição clara do ministro da Economia, para evitar a deslocalização de uma linha de produção de condensadores e a destruição de 127 postos de trabalho. Assinalou o facto de, entre os visados no despedimento, estarem os representantes dos trabalhadores, quer na estrutura do SIESI/CGTP-IN, quer os eleitos na comissão de saúde e segurança no trabalho.
A União revelou que o abaixo-assinado de solidariedade e contra o despedimento, que circula no distrito (publicado também no sítio da CGTP-IN) ultrapassou já os mil subscritores.