JCP realiza Encontros Regionais

Rumo ao 10.º Congresso

No âmbito da preparação do 10.º Congresso da JCP, que se vai realizar nos dias 5 e 6 de Abril, em Lisboa, na Faculdade de Medicina Dentária, tiveram lugar, no sábado, os Encontros Regionais de Lisboa, Porto, Santarém e Aveiro.

Por uma alternativa patriótica e de esquerda

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Envolvendo centenas de jovens, estes foram momentos de profunda análise e discussão sobre a realidade da juventude daquelas regiões, que sofrem com a política protagonizada pelo Governo PSD/CDS, aliado com a troika estrangeira no pacto de agressão que destrói direitos da juventude, como a escola pública e o trabalho com direitos.

Em Lisboa, Porto, Santarém e Aveiro, os jovens comunistas avançaram com linhas de trabalho que contribuem para o reforço da organização em cada sítio e para a intensificação da luta da juventude por uma alternativa patriótica e de esquerda que ponha os valores de Abril no futuro de Portugal; aprovaram resoluções políticas que delineiam os objectivos gerais e específicos em cada organização; e elegeram as Comissões Regionais que contribuirão para o reforço do trabalho de Direcção.

Estes foram por isso, salienta a JCP, «momentos inseridos no desenvolvimento dos objectivos gerais traçados para o Congresso, com linhas de trabalho de aprofundamento da realidade da juventude, reforço da organização e dos colectivos, responsabilização de quadros, sempre na perspectiva de intensificação da luta e construção da alternativa que vá ao encontro das suas aspirações».

Campanha de contacto

Nos Açores, entre os dias 17 e 26 de Fevereiro, teve lugar uma campanha da JCP de contacto com a juventude da Região Autónoma dos Açores, nomeadamente das ilhas de S. Miguel, Terceira, Faial e Pico. «Em várias escolas de S. Miguel há estudantes que passam fome, por via de lhes ter sido reduzido o escalão de acção social», informa a JCP, dando ainda a conhecer que «muitas escolas sofrem problemas de condições materiais e humanas», como a Escola Secundária (ES) Domingos Rebelo, em Ponta Delgada, «onde os estudantes do curso de informática não têm computadores adequados ao seu curso».

Na Escola Profissional da Horta os alunos do curso de construção naval têm ferramentas desadequadas, e chove dentro das salas de aula e no pavilhão desportivo. O mesmo acontece na ES Vitorino Nemésio, na Praia da Vitória, na ES Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, e na ES Antero de Quental, em Ponta Delgada. Nos cursos da ProFis, na ES Jerónimo Emiliano de Andrade, os alunos, apesar de terem sido assinados contratos de três anos, deixaram de receber o subsídio de alimentação.

«A situação da juventude trabalhadora não é melhor», denunciam os jovens comunistas, lembrando que o desemprego nos Açores é uma «chaga social» com uma «expressão juvenil avassaladora».

Com a jornada de contacto que ontem terminou, a JCP apelou aos jovens açorianos que «não se resignem» e que «lutem pelo direito a serem felizes na sua terra». Foram recolhidos mais de 150 contactos de jovens que se mostraram disponíveis para se juntar à luta contra a política de direita e por uma alternativa que corresponda às suas legítimas aspirações.

Momentos altos

Na Ilha da Madeira a preparação do 10.º Congresso da JCP teve, de igual forma, momentos altos, com a realização de várias iniciativas, entre as quais a distribuição de documentos em várias escolas – secundárias, profissionais e universidade – e um debate sobre a «Alternativa Política».

«Na Madeira os jovens vêem-se não só confrontados com dificuldades económicas, como também com transportes muito caros (atingindo centenas de euros), insuficientes e extremamente limitados nos seus horários», referem os jovens comunistas, dando conta de outros problemas, nomeadamente na cultura, no desporto, nas escolas e na habitação. À JCP foram ainda transmitidas preocupações com o desemprego, que «atinge muitos e leva muitos a achar que a única saída é a emigração forçada».

 

Exigência sem sentido
na Universidade de Lisboa

Para a Direcção da Organização do Ensino Superior de Lisboa da JCP, a exigência da obrigatoriedade de um cartão associado a um banco para se poder tomar refeições na cantina da Universidade de Lisboa é «algo que não faz sentido».

«Existem estudantes que não se sentem confortáveis em facultar os seus dados a uma entidade bancária, mas acabam por ser pressionados a fazê-lo, por causa da situação de exclusividade que a entidade mantém, visto que em caso contrário não poderiam usufruir dos serviços da cantina e num futuro próximo nem das bibliotecas da Universidade de Lisboa», salientam, em nota de imprensa, os jovens comunistas. Na Faculdade de Belas-Artes o carregamento mínimo é de 20 euros, o que pode impossibilitar os estudante «de fazer uma refeição mais barata no bar da sua faculdade», quando estes não têm dinheiro disponível na sua conta para carregar o cartão.




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