Pobreza e desemprego
O Relatório Social de 2013, publicado pelo Gabinete Federal de Estatísticas da Alemanha, revela que no país mais rico da Europa (quarta economia mundial e segundo exportador), cerca de 7,4 milhões de trabalhadores sobrevivem com um salário de 450 euros mensais.
É o provento máximo por 15 horas semanais de trabalho nos conhecidos «mini-jobs», uma forma de camuflar o desemprego crescente. O estudo, aliás, refere a este respeito um dado significativo: embora em 2012 o emprego na Alemanha tenha registado um pico histórico, com 41,5 milhões de pessoas a trabalhar, o número total de horas trabalhadas ficou abaixo do nível de 1991.
Há assim cada vez mais pessoas que são obrigadas a trabalhar a tempo parcial, o que tem o correspondente reflexo nas suas remunerações.
Mas não é tudo. Em «risco de pobreza» estão agora 16 por cento dos alemães, boa parte dos quais são reformados com pensões baixas. Os dados oficiais indicam que 30 por cento dos reformados aufere uma pensão de 688 euros por mês.
Pior são mesmo as expectativas, já que, segundo um relatório do Ministério do Trabalho, citado, dia 5, pela BBC Mundo, as pessoas com «mini-jobs», quando se reformarem aos 67 anos, terão uma pensão mensal não superior a 140 euros. Outros trabalhadores com baixos salários viverão na pobreza.