Derrotar o imperialismo
De 7 a 13 de Dezembro tem lugar, no Equador, o 18.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE), o maior acontecimento mundial, desde 1947, de encontro da juventude na sua luta contra o imperialismo. Ao longo das suas edições, foram dezenas de milhares os jovens que, oriundos de mais de cem países de todos os continentes, demonstraram que a juventude não aceita o ataque à soberania dos países, os ataques aos direitos dos trabalhadores, o desemprego, a precariedade e a exploração, a elitização da educação e a sua privatização, as barreiras de acesso à cultura, ao desporto, à habitação, a falta de condições de vida dignas para a juventude e para os povos.
De Portugal partirá hoje, quinta-feira, uma delegação com 17 jovens que integram o Comité Nacional Preparatório do FMJE, composto pelas mais variadas expressões do movimento juvenil português – desde associações de estudantes, associações recreativas, culturais, juvenis, grupos informais de jovens, estruturas sindicais juvenis, grupos desportivos, etc.
«A preparação do Festival, a nível internacional e em cada país, tem uma grande importância porque é uma oportunidade única para levar os valores da paz, da solidariedade, da luta anti-imperialista, a amplas massas juvenis», disse, ao Avante!, Duarte Alves, um dos 17 jovens que integram a delegação, valorizando os debates e as iniciativas de divulgação do FMJE, com destaque para o «Acampamento Pela Paz», que aconteceu em Julho, em Avis, e que juntou cerca de 200 jovens.
«Esta delegação vai conseguir levar para o Equador toda a diversidade daquilo que é a luta em Portugal, e, por outro lado, trazer experiências, aprendendo com a luta dos outros povos do mundo», salientou Duarte Alves, dando como exemplo o facto de ali estarem jovens que «estão a lutar contra guerras de agressão», mas também com «situações parecidas com a de Portugal», como os cipriotas ou os gregos, «a braços com pactos de agressão e com memorandos da troika».
Neste Festival «vão ainda estar jovens do Equador, de Cuba, da Venezuela, que vão relatar experiências diferentes das nossa», uma vez que nos seus países se estão «a realizar políticas progressistas e de carácter anti-imperialista», o que «nos dá ainda mais força para continuar a lutar». «O imperialismo é um inimigo muito poderoso, mas a resistência dos povos e a organização da luta traz os seus frutos».