«Os Verdes» alertam para retrocesso civilizacional

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O Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) esteve reunido, no dia 12 de Outubro, em Lisboa, para analisar os resultados eleitorais das últimas eleições autárquicas – que se traduziram «numa inegável vitória da CDU, criando condições para que se possa implantar ainda de forma mais alargada» – e para debater a situação política, fazendo também um balanço da governação PSD/CDS.

Relativamente à situação social, os ecologistas consideram «absolutamente inqualificáveis» os «sucessivos ataques deste Governo aos pensionistas e aos reformados», sendo «mais perverso ainda o ataque aos mais fragilizados de todos eles que são os viúvos e viúvas».

«Com cortes em cima de cortes nas pensões (desde a convergência dos regimes da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social, até à Contribuição Extraordinária de Solidariedade e agora à redução da pensões de sobrevivência) estas são medidas sem paralelo que, muito para além de ataque aos direitos mais elementares dos portugueses, configuram um autêntico roubo», acusa o PEV, alertando, por outro lado, para o facto de vir aí o aumento da idade de reforma para os 66 anos de idade.

As críticas estendem-se ainda para os «cortes», de 10 por cento nos salários, dos que «ainda conseguem trabalhar na Administração Pública» e que auferem «mais do que a astronómica quantia de 600 euros mensais». «Para além da desvalorização dos salários, estes trabalhadores são obrigados a trabalhar mais tempo por menos dinheiro, com direito a menos feriados e a menos dias de férias, sendo ainda de assinalar a frequente degradação das suas condições de trabalho», referem os ecologistas.

Ataque sistemático

Os ecologistas, no que respeita à Saúde, alertaram ainda para o «ataque sistemático ao Serviço Nacional de Saúde». «Ao encerramento de hospitais, segue-se agora o encerramento de centros e de extensões de saúde. O défice de médicos de família e de enfermeiros é cada vez maior e a pobreza impede muitas pessoas de comprar os simples medicamentos de que precisam», adverte o PEV.

O mesmo sucede na Escola Pública, com o despedimento de professores, com a transferência de alunos para os colégios privados, com a falta de funcionários, que levam ao encerramento de cantinas e de bibliotecas, e de professores do ensino especial, impedindo muitos alunos de poderem sequer frequentar a escola.

Balanço negativo

«Os Verdes» fazem também um balanço «extremamente negativo» da época de fogos florestais que ocorreram este ano e prestam a sua merecida homenagem «a todos os bombeiros portugueses que, com o seu esforço e dedicação, defenderam abnegadamente a nossa floresta, lamentando as mortes daqueles que apenas se empenharam na defesa deste nosso valioso património colectivo».

«Sem uma política de investimento na prevenção, com a promoção da plantação desordenada de eucalipto, a nossa floresta está cada vez mais desprotegida e à mercê de uma destruição sempre iminente», afirma o PEV, considerando «absolutamente urgente a prossecução de políticas públicas da gestão sustentável da nossa floresta».




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