Hungria persegue os sem abrigo

A maioria de direita que controla o parlamento húngaro aprovou recentemente uma lei, proposta pelo governo de Viktor Orban, que permite aos municípios expulsar de algumas zonas urbanas os milhares de sem abrigo que vagueiam pelas ruas.

É o próprio governo que admite a existência de cerca de 30 mil pessoas que não têm alojamento e arriscam a vida expondo-se às baixas temperaturas do Inverno. Proclamando o objectivo de restaurar a ordem e a propriedade nos locais públicos, a equipa de Orban pretende encaminhar estas pessoas para centros de acolhimento, proibindo-os de frequentar espaços públicos como parques ou passagens subterrâneas, bairros do centro de Budapeste ou zonas classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade.

Os infractores que sejam apanhados nas zonas delimitadas estão sujeitos a multas, trabalhos sociais ou mesmo penas de prisão em caso de reincidência.

Associações húngaras consideram que esta via punitiva não é solução e chamam a atenção para sobrelotação e falta de condições dos albergues existentes. Também instâncias internacionais, como a Comissão de Veneza, já criticaram a medida, comparando-a a uma «guerra» contra os mais pobres. 

 



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