Faleceu o poeta Ramos Rosa
O poeta, ensaísta e tradutor António Ramos Rosa, faleceu, a segunda-feira, 23, com 88 anos, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, em consequência de uma pneumonia. O funeral estava marcado para ontem, quarta-feira, no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
Nascido em Faro, a 17 de Outubro de 1924, António Ramos Rosa deixa uma vasta obra com cerca de uma centena de títulos, traduzida em várias línguas.
Em 1958 publicou o seu livro de estreia, «O Grito Claro», que abriria a colecção «A Palavra», dirigida pelo poeta Casimiro de Brito. Nesse ano iniciou a publicação da revista «Cadernos do Meio-Dia», proibida dois anos mais tarde pela PIDE. Resistente antifascista, foi membro do Movimento de Unidade Democrática Juvenil.
A sua vasta obra poética e ensaística foi distinguida com diversos prémios nacionais e internacionais, com destaque, em Portugal, para o Prémio Pessoa (1988), o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989), e o Prémio Sophia de Mello Breyner (2005).