Roménia destrói 4 milhões de empregos em 20 anos

Mais pensionistas que trabalhadores

O número de pensionistas na Roménia supera largamente o número de trabalhadores no activo. E a razão é simples: desde o derrubamento do regime socialista foram destruídos quatro milhões de postos de trabalho.

Em 1990, o país contava com 8,2 milhões de trabalhadores e 3,5 milhões de pensionistas, de acordo com dados publicados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística.

Em 2012, esta relação inverteu-se dramaticamente: restam actualmente 4,3 milhões de trabalhadores no activo e os pensionistas ascendem a 5,3 milhões de pessoas.

A administração pública é responsável por cerca de um quarto do emprego (1,2 milhões), enquanto no sector privado laboram cerca de 3,1 milhões de pessoas.

O descalabro económico que se seguiu à restauração do capitalismo levou ao êxodo massivo para o estrangeiro. Segundo os números oficiais há mais de três milhões de romenos emigrados.

Por isso, logo em 1998, o número de trabalhadores no activo caiu para 5,3 milhões de pessoas, ficando pela primeira vez abaixo do número de pensionistas, que alcançou nesse ano os 5,5 milhões de indivíduos.

O aumento dos pensionistas foi igualmente consequência da destruição do aparelho produtivo e uma forma de evitar a explosão social daqueles que perderam os seus empregos.

Assim, tal como em muitos outros países, o Estado incentivou as reformas antecipadas e as pré-reformas, garantindo um rendimento mínimo insuficiente para sobreviver.

Para muitos, a solução foi regressar aos campos, onde hoje se contam quatro milhões de camponeses, a maioria dos quais formada por desempregados e reformados que praticam uma agricultura de subsistência.

Esta foi também uma forma de mascarar o desemprego real, que segundo os dados do Eurostat se fica pelos 7,5 por cento, muito abaixo da média europeia fixada em 12,1 por cento. Neste caso, a estatística está longe de reflectir a realidade.




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