Festa do Avante!

A mais bela Festa de Portugal

João Dias Coelho (Membro da Comissão Política)

Daqui a duas se­manas abrirão, pela 37.ª vez, as portas da mais bela Festa de Por­tugal: a Festa do Avante!. Bela, porque é con­ce­bida, cons­truída, di­vul­gada e tem o seu fun­ci­o­na­mento as­se­gu­rado por mi­lhares de ho­mens, mu­lheres e jo­vens que abra­çaram a mais ge­ne­rosa e justa causa da hu­ma­ni­dade – acabar com a ex­plo­ração do homem pelo homem; cons­truir na sua pá­tria o so­ci­a­lismo.

A Festa é uma bela re­a­li­zação, como belo e re­a­li­zável é o pro­jecto dos co­mu­nistas

Bela, porque du­rante se­manas in­teiras ali con­vi­veram e tra­ba­lharam mi­lhares de ho­mens, mu­lheres e jo­vens de sa­beres di­fe­rentes, de uma forma vo­lun­tária e cons­ci­ente, pondo todo o seu saber e de­di­cação ao ser­viço da causa co­lec­tiva do povo por­tu­guês, er­guendo a pulso a luta que ali se va­lo­riza e pro­jecta. Bela, porque du­rante três dias a cul­tura, a ami­zade, a fra­ter­ni­dade e a so­li­da­ri­e­dade in­ter­na­ci­o­na­lista de classe se re­levam como ele­mentos es­tru­tu­rantes de um Par­tido e de um povo que luta pela sua li­ber­tação e pela li­ber­tação de ou­tros povos.

Bela, porque ali se es­ta­be­lecem e for­ta­lecem laços de ami­zade e fra­ter­ni­dade entre iguais, cons­truídos no tra­balho e na luta. Bela, porque ter­mi­nada a sua re­a­li­zação, dali partem mi­lhares de co­mu­nistas e de­mo­cratas – gente sim­ples do povo que sofre com a po­lí­tica de di­reita e com o pacto de agressão do PS, PSD e CDS –, com a força e a con­vicção se­gura e cons­ci­ente de que com a luta der­ro­tarão essa po­lí­tica e cons­truirão uma po­lí­tica pa­trió­tica e de es­querda no ca­minho de um país so­li­dário, justo, fra­terno, so­be­rano e in­de­pen­dente.

É assim a nossa Festa, a Festa do Avante!, a Festa de Abril, onde os seus va­lores se pro­jectam no fu­turo de­mo­crá­tico do nosso País. Uma Festa di­fe­rente de todas as ou­tras que no pe­ríodo es­tival se re­a­lizam em todo o País, porque as­senta em cri­té­rios di­fe­rentes. Tendo uma forte pre­sença a cul­tura, nas suas di­versas ex­pres­sões, a Festa do Avante! re­flecte uma forma de estar e de ver a vida, apon­tando a luta como ele­mento ful­cral quer para vencer os que nos querem impor o re­tro­cesso como para cons­truir um Por­tugal de­sen­vol­vido, livre e so­be­rano, li­berto da tu­tela dos grupos eco­nó­micos e fi­nan­ceiros na­ci­o­nais e in­ter­na­ci­o­nais.

A nossa Festa é ainda di­fe­rente porque não de­pende desses mesmo grupos; de­pende sim, e só, da von­tade, da força e de­ter­mi­nação de um Par­tido e de um povo que não se vergam aos in­te­resses do­mi­nantes. A nossa Festa é também di­fe­rente de todas as ou­tras porque ali se pro­jectam os va­lores de Abril, se de­bate li­vre­mente os pro­blemas do povo, se cons­trói co­lec­ti­va­mente so­lu­ções, se usu­frui e va­lo­riza a cul­tura e a ci­ência nas suas di­versas di­men­sões, se va­lo­riza o tra­balho e os tra­ba­lha­dores, a obra e a re­a­li­zação ao ser­viço das po­pu­la­ções feita no Poder Local De­mo­crá­tico por mi­lhares de pes­soas que in­te­gram a CDU, o papel do mo­vi­mento as­so­ci­a­tivo po­pular e se con­vive de forma fra­terna.

Di­vulgar e pro­mover a Festa

É esta forma re­vo­lu­ci­o­nária de estar; é esta forma cons­ci­ente e, por isso, livre por parte de quem co­loca o seu saber e a sua dis­po­ni­bi­li­dade ao ser­viço dos tra­ba­lha­dores e do povo; é esta ma­neira de agir e tra­ba­lhar co­lec­ti­va­mente, onde o in­di­víduo não de­sa­pa­rece, antes se va­lo­riza; é esta ma­neira de cons­truir o fu­turo; é esta per­se­ve­rança, de­ter­mi­nação e con­fi­ança em acre­ditar em Abril e em que, com a luta, é pos­sível um fu­turo de jus­tiça e fra­ter­ni­dade, que faz de nós, co­mu­nistas por­tu­gueses, o alvo pre­fe­ren­cial dos ini­migos de Abril, da li­ber­dade e da de­mo­cracia.

É disto que os ini­migos dos tra­ba­lha­dores e do povo, dos que nos ex­ploram e sugam o sangue, não nos per­doam e têm medo e, por isso, ocultam a nossa Festa, a Festa dos tra­ba­lha­dores e do povo, como ocultam e des­va­lo­rizam a luta que todos os dias se trava contra a li­qui­dação dos di­reitos dos tra­ba­lha­dores e do povo, em de­fesa do re­gime de­mo­crá­tico con­sa­grado na Cons­ti­tuição da Re­pú­blica e por uma po­lí­tica pa­trió­tica e de es­querda.

Por isso, a nossa Festa, a Festa do Avante!, ganha uma im­por­tância ainda maior, exi­gindo de cada um nós um es­forço su­ple­mentar nestas duas úl­timas se­manas na sua di­vul­gação junto dos tra­ba­lha­dores e do povo e na venda mi­li­tante da EP (En­trada Per­ma­nente). Di­vulgar e pro­mover a Festa é di­vulgar e pro­mover a luta dos tra­ba­lha­dores de Por­tugal e do mundo por uma vida me­lhor, pela in­de­pen­dência e so­be­rania na­ci­onal, é dar força à luta que vamos con­ti­nuar a travar, é di­vulgar o Pro­grama do Par­tido e o tra­balho, a obra e o pro­jecto da CDU.

Feita pelo povo e para o povo, a 37.ª edição da Festa do Avante! será se­gu­ra­mente uma grande re­a­li­zação do Par­tido Co­mu­nista Por­tu­guês, um grande mo­mento da luta que não es­pera, uma bela Festa, como belo e re­a­li­zável é o pro­jecto dos co­mu­nistas por­tu­gueses.

 



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