CDU é a alternativa em Braga

Ruptura com a política vigente

No sá­bado, às 21.15 horas, Je­ró­nimo de Sousa, Se­cre­tário-geral do PCP, par­ti­cipa, em Braga, junto à Ar­cada (Praça da Re­pú­blica), num Co­mício que con­tará com a pre­sença e in­ter­venção de Carlos Al­meida, ca­beça de lista da CDU à Câ­mara Mu­ni­cipal da­quele con­celho.

O can­di­dato, li­cen­ciado em Ci­ên­cias da Co­mu­ni­cação, com o mes­trado em Co­mu­ni­cação, Arte e Cul­tura, tem 30 anos, é mi­li­tante do PCP e eleito da CDU na As­sem­bleia de Fre­guesia de S. Vi­cente, na As­sem­bleia Mu­ni­cipal de Braga e na As­sem­bleia In­ter­mu­ni­cipal do Cá­vado.

«Braga, a nossa ci­dade, a terra em que eu nasci e que me viu crescer, não pode con­ti­nuar a ser go­ver­nada como até aqui», disse, na apre­sen­tação da sua can­di­da­tura, Carlos Al­meida, re­fe­rindo-se aos muitos pro­blemas com que o con­celho se con­fronta e que vi­eram a per­mitir «um cres­ci­mento que teve tanto de ace­le­rado como de de­sor­de­nado».

«Braga con­tinua, la­men­ta­vel­mente, refém das grandes obras fa­raó­nicas, sem peso e me­dida, des­lo­cadas das ne­ces­si­dades da po­pu­lação», acusou, re­fe­rindo-se, por outro lado, ao «adiar», por parte dos su­ces­sivos exe­cu­tivos, de «pro­jectos im­por­tantes e en­ri­que­ci­dores para a ci­dade», sendo disso exemplo a «au­sência de um Plano de Mo­bi­li­dade», o «atraso na re­visão do Plano Di­rector Mu­ni­cipal», a «falta de um plano de re­a­bi­li­tação do parque ha­bi­ta­ci­onal» a «de­mora na cons­trução do novo quartel dos Bom­beiros Sa­pa­dores» ou o «des­leixo face ao pro­jecto de Parque Na­tural no Com­plexo das Sete Fontes».

As crí­ticas à gestão do PS, por parte do can­di­dato da CDU, es­tendem-se ainda às «pri­va­ti­za­ções a torto e a di­reito», aos «par­có­me­tros em toda a parte» e ao «es­ban­ja­mento de di­nheiros pú­blicos».

«É sempre tempo de cons­truirmos uma ver­da­deira e sin­cera mu­dança, ali­cer­çada na von­tade e par­ti­ci­pação dos ci­da­dãos. Mas essa mu­dança não de­pende da ro­ta­ti­vi­dade de ca­deiras à volta do mesa do exe­cu­tivo mu­ni­cipal. De nada vale mudar os exe­cu­tores para manter a po­lí­tica de sempre. Essa mu­dança só é pos­sível com novos in­ter­ve­ni­entes, nova gente e gente séria. Só com a pre­sença da CDU na Câ­mara Mu­ni­cipal é pos­sível romper com a po­lí­tica desses par­tidos do arco da go­ver­nação», afirmou Carlos Al­meida, lan­çando, de ime­diato, um de­safio aos bra­ca­renses: «Sejam ca­pazes de re­jeitar falsas al­ter­na­tivas e ilu­sões de quem, mu­dando as caras, quer manter tudo na mesma».


600 can­di­datos em Braga

Para estas elei­ções, a CDU apre­sentou can­di­da­turas aos ór­gãos mu­ni­ci­pais de Braga (As­sem­bleia e Câ­mara Mu­ni­cipal) e, pela pri­meira vez na his­tória da de­mo­cracia, à to­ta­li­dade das fre­gue­sias do con­celho de Braga, ob­jec­tivo que mais ne­nhuma outra can­di­da­tura lo­grou al­cançar. Assim, a Co­li­gação apre­sentou quase 600 can­di­datos, dos quais 70 por cento são ci­da­dãos sem qual­quer fi­li­ação par­ti­dária, ilus­trando bem a aber­tura e abran­gência do seu pro­jecto po­lí­tico.

Com 37 can­di­da­turas às juntas de fre­guesia, 13 das quais en­ca­be­çadas por mu­lheres, a CDU con­firma-se como uma força que pro­cura re­pre­sentar todos os bra­ca­renses, afir­mando-se em todos os sec­tores da so­ci­e­dade e abra­çando a ver­da­deira rup­tura com a po­lí­tica vi­gente.

A lista da Câ­mara Mu­ni­cipal é com­posta por 15 can­di­datos, cinco dos quais são in­de­pen­dentes, dois do Par­tido Eco­lo­gista «Os Verdes» e oito do PCP.

Já a lista da As­sem­bleia Mu­ni­cipal, en­ca­be­çada por Carla Cruz, conta com 76 can­di­datos, dos quais 32 são mu­lheres. A pri­meira can­di­data tem 41 anos, é psi­có­loga, mi­li­tante do PCP, eleita na As­sem­bleia Mu­ni­cipal de Braga e de­pu­tada na As­sem­bleia da Re­pú­blica.




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