Erdogan promete direitos aos curdos

O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, garantiu, dia 8, que apresentará em Outubro ao parlamento um conjunto de leis que ampliam os direitos da população curda.

Uma semana depois de o Partido do Trabalhadores do Curdistão (PKK) ter exigido passos concretos no processo de paz, iniciado em começos do ano com o cessar-fogo da guerrilha e a retirada das suas bases da Turquia, Erdogan revelou que se encontra em fase terminal a elaboração de «um pacote de democratização orientado para uma nova fase».

Entre estas reformas estariam incluídas o direito de escolarização em língua curda, a alteração das actuais leis antiterroristas, a redução do limiar de 10 por cento para eleger deputados e o alargamento das competências das autoridades locais, segundo afirmou, Selahattin Demirtas, líder do Partido Paz e Democracia (BPD), citado pela Reuters.

Desde finais de 2012 que o Governo de Erdogan tem mantido conversações com o líder encarcerado do PKK, Abdulá Ocalan, com vista a por termo a um conflito sangrento que se arrasta desde 1984 e já provou mais de 40 mil vítimas, a maioria entre a população curda.

O PKK, que continua a ser considerado pela Turquia, União Europeia e Estados Unidos como uma organização terrorista, luta pela criação de um território independente no Sudoeste da Turquia, de maioria curda. Na fase actual, as suas reivindicações visam em primeiro lugar a obtenção de direitos culturais e a autonomia política do povo curdo.

Entre os mais de 76 milhões de habitantes da Turquia, cerca de 20 por cento são curdos, povo que viu os seus direitos negados, inclusive de falar a sua própria língua em público, após a formação em 1923 da actual república.




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