Confiança na Covilhã
José Pinto Almeida, actual presidente da Junta de Freguesia da Boidobra, é o candidato da CDU à Câmara da Covilhã. Vítor Reis lidera a lista à Assembleia Municipal.
Câmara Municipal parece uma troika concelhia
A apresentação pública dos candidatos da CDU teve lugar no dia 27, no Centro Comunitário da Alâmpada, em Boidobra. José Pinto Almeida começou a sua intervenção explicando o porquê do lançamento da candidatura ser naquela Freguesia. «Escolhemos a Boidobra por nos ter acolhido há 33 anos e ter acreditado no nosso trabalho, enquanto seu autarca, durante estes últimos 24 anos», afirmou, sublinhando que aquela «grande povoação» é uma «das que mais tem contribuído para o desenvolvimento do concelho».
Na sua intervenção, o candidato à Câmara Municipal salientou que «é papel e obrigação das autarquias remar contra a maré negra» que assola o País, o que tem acontecido na Boidobra. Nesta Freguesia, por exemplo, as crianças do 1.º ciclo não pagam, há muito, os livros escolares; o ATL da escola é financiado, em parte, pela Junta; no Centro Comunitário as crianças têm ATL e apoio pedagógico gratuito; uma parte das famílias tem internet gratuita; os idosos não pagam vacinas; no Posto Médico não pagam actos de enfermagem; existe um verdadeiro ginásio ao ar livre.
Sobre a actual gestão da autarquia, José Pinto Almeida frisou que «a Câmara Municipal parece uma troika concelhia», uma vez que, entre outras situações, os seus responsáveis «alienaram, ao desbarato, recursos fundamentais à vida humana como a água e em seguida puseram a população a pagar preços elevadíssimos pela mesma», e «aplicam altas taxas na recolha dos resíduos sólidos, no tratamento dos esgotos domésticos, nos recibos do gás, nos lugares de estacionamento».
Junto das pessoas
Para o futuro, José Pinto Almeida sublinhou que a CDU, «à semelhança do que vimos fazendo na Boidobra, mas em outra escala e com outros recursos», quer «coordenar uma Câmara amiga de todos e para todos» e «estar junto das pessoas sem qualquer tipo de sobranceria, construindo o que é essencial sem destruir aquilo que os nossos antepassados edificaram com tanto suor», como é o caso do aeródromo.
«Aquilo que apresentamos aos covilhanenses não são milagres: são propostas políticas. Não são promessas: são compromissos de trabalho. Não são passes de magia: são soluções que requerem também o empenho dos trabalhadores municipais e por isso são soluções que começam por confiar neles, na sua dedicação, no seu trabalho, no seu brio e no seu profissionalismo», referiu o candidato, comprometendo-se a trabalhar para «sanear as finanças municipais», «reestruturar os serviços e empresas municipais» e «planear a cidade e o concelho, avançando com a revisão do Plano Director Municipal, e travar os negócios e urbanizações feitas ao abrigo das alterações simplificadas».
A CDU pretende, de igual forma, «ordenar e responder com urgência aos problemas do espaço público», «avançar com as reabilitações urbanas», «definir uma política integrada para os bairros», «definir, com o Governo, um plano de renovação do parque escolar», «ter uma política ambiental activa», «definir, em conjunto com criadores, agentes culturais e movimento associativo, uma verdadeira política cultural e uma política desportiva», «retomar políticas de envolvimento da juventude na vida da cidade», «desenvolver políticas de descentralização e colaboração com as freguesias» e «acarinhar e dignificar o idoso em todas as vertentes».
Políticas de alienação
Vítor Reis Silva, por seu lado, acusou o PSD local e os seus eleitos na Câmara Municipal de desenvolverem «políticas de alienação e de concessão de bens e serviços, a par de políticas financeiras insustentáveis». «Estamos num concelho onde tudo se cobra ao cidadão, esmifrando e emagrecendo os seus parcos rendimentos, para se entregar de mão beijada às concessionárias e ao grande capital», acusou, acrescentando: «Estamos num concelho onde, à semelhança do que acontece no País, as parcerias público-privadas são rendimento certo e garantido para o privado e prejuízo agravado para o parceiro público».