Fugas suspeitas
Cerca de seis mil particulares e empresas anteciparam-se ao congelamento dos depósitos, em 15 de Março, efectuando transferências de milhões de euros para o exterior.
Na lista coligida pelo Banco Central de Chipre, na sequência de um requerimento apresentado pelos deputados comunistas do AKEL, estão indicadas pessoas que efectuaram até quatro transferências para o estrangeiro entre os dias 1 e 15 de Março.
O presidente da Comissão de Ética do Parlamento, Dimitris Silluris, reconhece que «há transferências estranhas, mas também há pessoas que podem não ser culpadas de nada», razão pela qual a lista não foi tornada pública.
No entanto, alguns órgãos de informação divulgaram operações efectuadas naquele período por particulares e empresas num valor de pelo menos 700 milhões de euros. Entre estes figura um familiar do presidente Nikos Anastasiadis, que transferiu para fora de Chipre 21 milhões de euros nos dias 12 e 13 de Março.