Guerra no Mali

ONU alerta

Cerca de dois milhões de malianos estão em situação de insegurança alimentar, efeito do conflito interno entre governo, apoiado por tropas francesas, e grupos armados apostados em derrubar as autoridades de Bamako. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), citada pela Lusa, o Mali «não se pode dar ao luxo de transpor uma época das colheitas», previstas para acontecerem até Maio, mas é precisamente o que pode vir a suceder em resultado do prolongamento e agravamento da guerra.

Às perturbações nas colheitas acrescem as deslocações internas – cerca de 400 mil já fugiram das suas casas – e os aumentos dos preços dos bens de primeira necessidade. A FAO estima que sejam necessários 22 milhões de dólares para prestar auxílio de emergência a populares e comunidades agrícolas.

Entretanto, as Nações Unidas anunciaram o envio para o Mali de uma segunda missão de observadores com o objectivo de investigarem as denúncias de violações dos direitos humanos durante o conflito. Ambas as partes, governo e sublevados, são suspeitas do cometimento de crimes nos últimos três meses, informou a Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay. As denúncias que têm provocado maior incómodo estão relacionadas com os actos de represália supostamente levados a cabo pelos militares contra as minorias árabe e tuaregue, alegadamente alinhadas com os revoltosos.

No Norte, região varrida a fogo pela intervenção imperialista e, simultaneamente, paulatinamente reconquistada aos milicianos, a população maliana acusa o governo de, entre as retaliações, estar precisamente a privação de alimentos, água e assistência médica e medicamentosa, reportou, por seu lado a PressTV.

A mesma fonte reproduz ainda as acusações feitas pela Amnistia Internacional, segundo a qual os bombardeamentos gauleses (sem os quais as tropas malianas não teriam conseguido esmagar a insurreição) vitimaram civis, incluindo crianças.



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