Intervenção no Mali

CGTP e CPPC condenam

A CGTP-IN re­pudia a «es­ca­lada de guerra e de ter­ro­rismo na re­gião do Sahel, de­sig­na­da­mente o agra­va­mento do con­flito in­terno no Mali, com o mais re­cente de­sen­vol­vi­mento da in­ter­venção mi­litar da França e com a acção ter­ro­rista lan­çada contra a em­presa de pro­dução de gás, na Ar­gélia».

Em nota emi­tida a se­mana pas­sada, a cen­tral sin­dical sa­li­enta que «estes san­grentos acon­te­ci­mentos não podem ser des­li­gados da re­cente evo­lução da si­tu­ação em países do Norte de África e do Médio Ori­ente», bem como da «es­tra­tégia das prin­ci­pais po­tên­cias oci­den­tais (…) vi­sando de­ses­ta­bi­lizar toda a re­gião, as­se­gu­rando o con­trolo dos seus imensos re­cursos na­tu­rais e re­for­çando a opressão e ex­plo­ração dos povos».

A CGTP-IN ex­pressou, ainda, «a sua so­li­da­ri­e­dade para com os tra­ba­lha­dores e cen­trais sin­di­cais do Mali e da Ar­gélia, a UNTM e a UGTA, res­pec­ti­va­mente, bem como com a Or­ga­ni­zação de Uni­dade Sin­dical Afri­cana (OUSA) e com a sua acção e luta em de­fesa dos tra­ba­lha­dores e povos (...) contra as in­ge­rên­cias e o ne­o­co­lo­ni­a­lismo, pela so­be­rania e in­de­pen­dência».

Antes, também o CPPC di­vulgou um texto a con­denar a in­ter­venção mi­litar no Mali, su­bli­nhando que esta «tem ob­jec­tivos que vão muito para além da de­no­mi­nada luta contra o ter­ro­rismo, no­me­a­da­mente o con­trolo das pre­ci­osas ma­té­rias-primas exis­tentes».



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