Só a luta é resposta

Não se concretizou o despedimento de nove enfermeiros do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, que viram o fim dos contratos anunciado por correio electrónico. No dia 26 de Dezembro, o SEP/CGTP-IN promoveu uma concentração junto ao átrio principal do Hospital de Aveiro, alertando que, além de aumentar o número de desempregados, o despedimento (que abrangia ainda dez médicos e técnicos de diagnóstico e terapêutica), iria também pôr em causa a qualidade e a segurança dos cuidados prestados naquela unidade e no Hospital de Águeda (que, com o Hospital de Estarreja, constituem o CHBV).
Após a concentração, o vice-presidente da ARS do Centro assegurou ao SEP que os nove profissionais de enfermagem continuariam ao serviço, depois do dia 31 e sem interrupção, com um novo contrato de prestação de serviços, subcontratados através da mesma empresa e com recibos verdes, tal como têm estado até aqui, alguns deles há mais de seis anos.
Dirigentes do sindicato reafirmaram no local aos jornalistas que, sendo positivo não se concretizar o despedimento, os enfermeiros deveriam ser contratos pelo CHBV, em regime de contrato individual de trabalho, recordando que a subcontratação sai mais cara ao Estado. A administração do CHBV admitiu à agência Lusa que aqueles profissionais são necessários, o que condiz com o elevado número de horas ali trabalhadas para além do horário normal, que o SEP voltou a destacar.

Travar o despedimento colectivo de 154 trabalhadores da Kemet, em Évora, é o objectivo da greve de dois dias, que hoje se inicia. Para amanhã, dia 18, a partir das oito horas, está marcada uma concentração, junto aos portões da fábrica da multinacional norte-americana, contra esta redução de quase metade do pessoal e contra a intenção de deslocalizar a produção para o México. A acção foi decidida em plenários, nos dias 8 e 9, como revelou à Lusa um delegado sindical do SIESI/CGTP-IN.
Já em Dezembro os trabalhadores tinham feito dois dias de greve. Mas a administração apenas admitiu um adiamento do despedimento, de Março para Julho, enquanto os trabalhadores e o sindicato exigem que não se concretize a deslocalização, salientando que a fábrica é lucrativa.



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