Professores mobilizam-se

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Para a manifestação nacional de dia 26, a Fenprof apelou a todos os professores para que desta jornada façam um grande levantamento cívico contra as políticas de destruição dos serviços públicos e do Estado democrático, contra as medidas do Governo e da troika estrangeira, contra o novo ataque contido no «relatório do FMI», e em defesa da escola pública de matriz democrática e da profissão docente.

Na conferência de imprensa de dia 10, em Lisboa, num intervalo da reunião do Secretariado Nacional da federação, Mário Nogueira realçou que o apelo se dirige a todos os professores, incluindo os desempregados e os reformados, e a todas as organizações ligadas à Educação, tanto sindicais, como profissionais, pedagógicas, culturais e sociais. Para o Secretário-geral da Fenprof, «não estamos sujeitos a um resgate financeiro, mas sim a um resgate político», pois no documento do FMI, encomendado pelo Governo, há «uma opção política» de, em nome de interesses estranhos aos portugueses, destruir esta sociedade, que se democratizou.

Para a Educação, a receita do relatório é «mais do mesmo, mas em dose reforçada», com mais horários «zero», mais mega-agrupamentos, aumento do horário de trabalho, mais precariedade e mais desemprego, mais dificuldades no funcionamento das escolas, mais cortes no Ensino Superior e na investigação, mais propinas... Trata-se de orientações que, como disse Mário Nogueira, «são as mesmas que dão dinheiro aos bancos, à custa dos contribuintes, e põem professores no desemprego».




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