Seis semanas pelo País
Com mais de sete mil quilómetros percorridos até segunda-feira, quando saiu do Algarve, a «Caravana do Protesto, Luta e Afirmação» entrou hoje no Distrito de Lisboa.
Os trabalhadores e a população têm que lutar juntos
De manhã, frente aos Paços do Concelho de Sintra, decorre um plenário geral de trabalhadores das empresas municipais (Educa, HPEM, EMES e SintraQuorum) e dos SMAS, que deverá aprovar uma moção. Esta será depois entregue na Câmara.
Um plenário geral de trabalhadores das juntas de freguesia e da CM de Lisboa vai realizar-se a partir das 14.30 horas, na Praça do Município. Vai ser colocada à aprovação uma moção contra a reforma administrativa autárquica de Lisboa e a pretendida extinção de freguesias.
Amanhã, último dia da caravana, as iniciativas vão decorrer nos concelhos de Loures (a partir das 9.30, no Largo 4 de Outubro, para distribuição de documentos em três locais das oficinas dos SMAS e, simultaneamente, à população) e Odivelas (iniciando às 14 horas, junto à Câmara Municipal, a distribuição à população de um documento sobre a privatização dos SMAS).
Anteontem, segundo dia passado no Algarve (Olhão e Albufeira), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local anunciou que estavam percorridos, desde 15 de Outubro (o dia de arranque desta iniciativa, em Santarém), mais de sete mil quilómetros.
«Defender o Poder Local, os trabalhadores e as populações» é o tema de uma exposição itinerante e corresponde ao objectivo pretendido também com a distribuição de comunicados, a realização de reuniões e plenários, bem como de conferências de imprensa.
Nos vários distritos, dirigentes e activistas do STAL/CGTP-IN lembraram que «em 38 anos de democracia, as autarquias locais, transformaram o País e contribuíram decisivamente para a recuperação do atraso provocado por quase meio século de ditadura.»
Sendo inquestionável o papel do poder local no desenvolvimento de Portugal, após o 25 de Abril, o STAL rejeita e combate as políticas que têm vindo a ser levadas a cabo pelo actual Governo, alertando que elas colocam em causa a própria democracia, para além dos direitos e da qualidade de vida da população. Mereceram realce algumas medidas, como a privatização de serviços, a extinção de freguesias, os cortes financeiros que atingem as autarquias e os trabalhadores e reformados.