Funcionários da UE em greve

Funcionários das Instituições da União Europeia cumpriram uma greve, no dia 8, em protesto contra os cortes orçamentais e os ataques ao seu estatuto. A meio do dia, cerca de 500 pessoas manifestaram-se frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.

Segundo a União Sindical do Luxemburgo, a jornada de greve foi seguida por 50 por cento do pessoal, elevando-se a 90 por cento nos serviços do Conselho e no Tribunal de Justiça.

Os sindicatos anunciam uma nova paralisação para hoje, sexta-feira, 16, numa tentativa de impedir cortes nas despesas de pessoal, designadamente na Comissão Europeia, onde se prevê reduzir mil milhões de euros através de redução do número de funcionários e aumento do horário semanal de trabalho.

Juan Pedro Pérez, secretário político da União Sindical de Bruxelas, citado pela Efe, condena a crescente precarização das condições laborais do pessoal das instituições comunitárias, referindo em concreto que existem actualmente dois mil trabalhadores com contratos de três anos, cujo salário mensal é de 1800 euros brutos, remuneração muito abaixo do que habitualmente se paga na Bélgica para qualificações similares.

Actualmente cerca de 55 mil pessoas laboram nas principais sedes da UE, em Bruxelas, Estrasburgo e Luxemburgo, e em todo o conjunto de delegações e escritórios repartidos pelo mundo.



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