Defender o sector ferroviário

Perante a possibilidade de encerramento das actuais oficinas da Empresa de Manutenção de Equipamentos Ferroviários (EMEF) do Barreiro, as organizações dos trabalhadores do sector ferroviário promoveram, sábado, no Barreiro, uma Tribuna Pública, que contou com a presença de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, e de Carlos Humberto, presidente daquele município.

Na presença de uma centena de pessoas, no Parque Catarina Eufémia, foi apresentado um Manifesto em defesa do sector público ferroviário, particularmente do Pólo Ferroviário do Barreiro, dos seus postos de trabalho e da economia da região.

No documento – subscrito por sindicatos, comissões de trabalhadores, autarquias, associações e movimentos – exige-se ao Governo e à CP/EMEF que «mantenha as oficinas da EMEF no Barreiro, reconvertendo-as para os comboios eléctricos convencionais, reforçando as suas valências na manutenção, reparação, construção de material ferroviário e electrificando o troço de 300 metros de ligação ao parque oficinal».

Por outro lado, reclama-se a «instalação no Barreiro do Parque Material e Oficina para os comboios de Alta Velocidade, como reforço da actividade ferroviário do concelho, obtendo sinergias com a reparação dos comboios convencionais», «retomar a oferta do serviço regional Barreiro/Alentejo e Algarve» e a «realização de um estudo global no âmbito do PDM/Barreiro, para toda a área de afectação ferroviária».

Dias antes, a Câmara do Barreiro aprovou uma moção de solidariedade para com os trabalhadores da EMEF, com os votos a favor da CDU e do PS, e o voto contra do PSD. «Sendo pública a intenção da EMEF de encerrar o Parque Oficinal Sul, no Barreiro, coloca-se o cenário dramático do desaparecimento de mais de 100 postos de trabalho e a ameaça mais latente de se atenuarem as sinergias criadas entre o Barreiro e a ferrovia ao longo de mais de 150 anos de património histórico-cultural», adverte o documento.



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