Funcionamento dos serviços de Saúde em Marco de Canavezes

Desrespeito pelos utentes

Da Extensão de Saúde da Livração (Centro de Saúde de Marco de Canavezes) chegam queixas de utentes referindo a impossibilidade de aceder à prestação de cuidados de saúde devido ao encerramento anormal das instalações. Surpreendentemente, foi um cartaz afixado nas instalações a anunciar o fecho durante um dia e meio, como se de um estabelecimento comercial se tratasse e os utentes fossem meros clientes.

Procedimento que se afigura de todo inaceitável, mostrando uma completa falta de respeito pelos direitos mais básicos dos cerca de 4500 utentes daquela unidade de saúde provenientes das freguesias de Toutosa, Santo Isidoro, Constance, Banho e Carvalhosa, bem como do lugar de Selala, da freguesia de Vila Caíz, do concelho de Amarante.

Essa é pelo menos a opinião do Grupo Parlamentar do PCP, que entende ser chegada a hora de garantir o integral funcionamento daquela Extensão de Saúde onde, segundo informações chegadas ao seu conhecimento, há utentes que esperam três meses por uma consulta.

Daí a diligência do deputado comunista Jorge Machado junto do Governo no sentido de apurar por que razão foi encerrada a extensão de Saúde da Livração. Trata-se de saber, nomeadamente, se essa decisão de não abertura ficou a dever-se a algum problema de falta de meios materiais ou humanos e, por outro lado, de saber quais as medidas que o Ministério da Saúde pensa adoptar no sentido de resolver este problema e obviar a que se repita no futuro, com os inevitáveis transtornos daí resultantes para os utentes.

Sobre este assunto se pronunciou já também a Comissão Concelhia de Marco de Canavezes do PCP, em nota à imprensa, onde afirma haver razões para desconfiar que esta decisão de fechar a Extensão seja mais um «esquema», como outros adoptados nos últimos anos pelos governos PS, PSD e CDS-PP, para, em nome do défice e da contenção orçamental, atacar o Serviço Nacional de Saúde. E por isso os comunistas de Marco de Canavezes reafirmam o seu apoio à luta dos utentes que «vivem a difícil situação da falta de médicos que assegurem o serviço público a que toda a comunidade tem direito».

 

 



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