Caso Julian Assange

Equador recusa ameaças

Rafael Correa advertiu o governo britânico de que o seu país reagirá de acordo com o direito internacional a qualquer tentativa de invasão da sua embaixada em Londres. Numa entrevista ao canal público de televisão, o presidente do Equador revelou que as autoridades da Grã-Bretanha ameaçaram forçar a entrada nas instalações para deter Julian Assange, fundador do Wikileaks, que pediu asilo político a Quito.

Correa considerou ainda que o caso reforçou a cooperação regional, já que a UNASUL e a ALBA expressaram apoio ao Equador e defenderam o diálogo como solução para o caso.

O mandatário insistiu ainda numa saída negociada para o impasse, isto apesar de o governo de Londres ter reafirmado que pretende extraditar Assange para a Suécia, onde as autoridades o querem julgar por alegado assédio sexual.

O fundador da Wikileaks sempre rejeitou tal acusação e teme que a sua extradição para a nação nórdica seja uma escala para posterior extradição para os EUA, onde é acusado de espionagem depois da publicação de documentos secretos norte-americanos no referido site, enfrentando, por isso, uma condenação que pode ir até à cadeia perpétua ou à pena de morte.

No domingo, o australiano fez a sua primeira declaração à imprensa desde que, a 19 de Junho, se refugiou na embaixada do Equador, e pediu a Barack Obama que ponha termo à perseguição ao Wikileaks, liberte o soldado Bradley Mannig (que está a ser julgado por alegadamente ter fornecido os documentos ao Wikileaks) e garanta que Washington não vai pedir à Suécia a sua extradição.



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