Combate às alterações ao Código do Trabalho

Verão de acção

O Conselho Nacional da CGTP-IN convocou para hoje um Plenário Nacional de Sindicatos para discutir as alterações à legislação laboral e as medidas a tomar no futuro.

Resposta às necessidades e anseios dos trabalhadores

«A luta é, de facto, o caminho que é necessário percorrer para combater o agravamento brutal do custo de vida, dos impostos, das taxas moderadoras e tarifas autárquicas, das rendas de casa, que, conjugados com a redução dos salários e das pensões de reforma e o roubo nos subsídios de Férias e de Natal, aprofundam as desigualdades e condenam milhões de portugueses a situações de grave carência económica», salienta a CGTP-IN, que vai promover ainda uma quinzena de informação, esclarecimento e mobilização, a nível nacional, de 9 a 20 de Julho, contra a revisão da legislação laboral, pela redinamização da Acção Reivindicativa, a partir de cada local de trabalho, «tendo como princípio fundamental de orientação sindical que nos sectores e empresas a lei aplicável é a contratação colectiva».

Na Resolução do Conselho Nacional da Intersindical anuncia-se, de igual forma, a intensificação da «acção sindical integrada nos locais de trabalho, dos sectores privado e público», articulando o reforço de organização sindical de base com a dinamização, envolvimento e mobilização dos trabalhadores na acção e luta reivindicativas, de forma a concretizar as suas reivindicações, e a dinamização «da participação dos dirigentes dos diversos sectores e regiões nos encontros que se vão realizar, no âmbito da defesa das funções sociais do Estado».

No documento, a CGTP-IN apela também à participação dos jovens trabalhadores no piquenique que a Interjovem e outras organizações de jovens vão promover no dia 14 de Julho, em Lisboa, contra a precariedade e o desemprego, e exorta os trabalhadores «a prosseguir a luta no plano nacional e nos diversos países, nomeadamente na Espanha, pela defesa dos direitos, liberdades e garantias, por uma contratação colectiva assente na harmonização social, no progresso das relações de trabalho, por mais e melhores serviços públicos e funções sociais do Estado».



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