Contra roubo dos subsídios
Esta acção é promovida pela federação sindical do sector (FNSFP/CGTP-IN), que marcou a concentração para o Largo do Príncipe Real. Tendo como destino a residência oficial do primeiro-ministro, a manifestação seguirá pela Rua de O Século, devendo deter-se frente ao edifício do Tribunal Constitucional. «Os trabalhadores, simbolicamente, exigirão daquele órgão a declaração da ilegalidade do roubo dos subsídios», imposto pelo Governo e pelo «entendimento» que PS, PSD e CDS-PP subscreveram com o FMI, o BCE e a UE, antecipou a federação.
Na nota em que confirmou anteontem à comunicação social a realização do protesto, a FNSFP refere ainda que a luta é também dirigida contra os despedimentos e as falsas rescisões amigáveis, contra a adaptabilidade dos horários de trabalho (os quais poderão aumentar duas horas por dia e chegar às 50 horas semanais) e a mobilidade geográfica forçada.
A esta iniciativa vão juntar-se profissionais das forças e serviços de segurança, no âmbito da Comissão Coordenadora Permanente das associações e sindicatos do sector. No apelo ao protesto, divulgado pela APG/GNR, considera-se a supressão dos subsídios de férias e de Natal como «uma das mais inadmissíveis e escandalosas medidas de austeridade tomadas pelo Governo». «Não serão as inquirições da IGAI a dirigentes da APG/GNR, por ocasião da última manifestação, que irão demover as razões da nossa luta», declara a direcção da associação, num comunicado de dia 15.
A APG coloca ainda como motivos para participar na manifestação a defesa do Estatuto Remuneratório, a exigência dos retroactivos e das promoções em atraso, e o cumprimento do direito a um horário de serviço.
A Federação Nacional de Professores, também a assinalar a concretização do não pagamento do subsídio – deveria ser pago amanhã, com o salário de Junho –, decidiu colocar pendões negros junto das escolas e também nalguns outros locais, por todo o País, denunciando a mentira de Passos Coelho sobre esta matéria. Nos pendões, cuja colocação estará terminada amanhã, a Fenprof lembra que, para o actual primeiro-ministro, em Abril de 2011, era disparate afirmar que o PSD pretendia cortar subsídios...
Para hoje, às 16 horas, em Lisboa (junto à bandeira nacional no alto do Parque Eduardo VII), a Fenprof anunciou «uma iniciativa de forte impacto mediático», a assinalar um ano de Governo PSD/CDS, destacando o desemprego como «imagem de marca» da governação. Durante esta acção, serão anunciados os contornos de uma grande iniciativa, que deverá reunir milhares de docentes, a ter lugar em Lisboa, em meados de Julho, adiantou a federação, no dia 15.
Estas são algumas lutas decididas pela Fenprof para, no curto prazo, lutar contra um vasto conjunto de medidas do Governo que estão a empurrar a escola pública para a sua desvirtuação e consequente desmantelamento, ameaçando lançar para o desemprego mais de 25 mil professores.