PCP nas empresas

Uma presença fundamental

Enfrentando a exploração, o PCP intervém nas empresas e locais de trabalho esclarecendo, organizando e mobilizando para a luta necessária.

O PCP é uma voz ouvida pelos trabalhadores nas empresas

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A célula do PCP na Autoeuropa, no mais recente número do seu boletim O Faísca, chama a atenção para os «dois pesos e duas medidas» da empresa quando o assunto é os prémios dos trabalhadores. Afirmam ainda os comunistas que, sobre essa matéria, os órgãos de comunicação social afinam pelo mesmo diapasão.

Apesar de serem há muito conhecidos os valores do prémio de objectivos a auferir pelos trabalhadores da Autoeuropa, estes foram divulgados no seu valor bruto poucos dias antes da greve geral de 22 de Março, lembra o PCP. A divulgação do valor dos prémios pelos órgãos de comunicação social causou a muitos trabalhadores o «incómodo de ter de explicar a familiares, vizinhos e conhecidos as origens e o merecimento de tais prémios».

Contudo, realça-se no boletim, sobre o valor líquido dos prémios, bem abaixo daqueles que foram «espalhados aos quatro ventos, ninguém se pronunciou» – mas os trabalhadores sabem bem o «rombo tremendo» que levaram nos seus recibos de salário, garante a célula comunista, acrescentando que se este valor tivesse sido divulgado antes da greve geral «muitos mais compreenderiam a justeza da marcação da mesma».

Sucede que não foram só os trabalhadores a receber prémios de objectivos na Autoeuropa: também os quadros superiores os receberam, em valores certamente muito maiores. Assim, estes quadros «não foram sujeitos ao incómodo da pressão dos média, dos familiares, dos vizinhos e dos demais portugueses». Para a célula, se os valores dos prémios destes quadros tivessem sido divulgados, a «curiosidade que se exerceu sobre os prémios merecidos pelos trabalhadores seria então direcionada noutro sentido».

Em Coimbra, a Direcção da Organização Regional do Partido distribuiu um comunicado aos trabalhadores da ASF (empresa de segurança privada), que não recebem o subsídio de Natal há dois anos e o de férias há um. Até ao momento, há trabalhadores sem receber o mês de Março. Mas não é tudo: não estão a ser pagos devidamente os feriados, as horas extraordinárias e o trabalho em horário nocturno. A empresa desculpa-se com os atrasos dos pagamentos das entidades a quem presta serviços – quase todas serviços públicos, nomeadamente hospitais.

Ao que parece, a ASF perdeu o Certificado de Qualidade e terá dívidas às Finanças. A ser verdade, isto poderá levar a que não possa concorrer à prestação de serviço em serviços públicos, alertam os comunistas, realçando que tal pode mesmo pôr em causa a constinuidade da empresa. O PCP vai questionar o Governo sobre este assunto e exige que os pagamentos sejam efectuados o quanto antes para que a ASF possa cumprir os seus compromissos com os trabalhadores.

 

Defender o 1.º de Maio

 

Perante a intenção do patronado da grande distribuição em abrir as grandes superfícies comerciais no 1.º de Maio, o PCP apelou aos trabalhadores para que defendam com a sua unidade e luta o Dia Internacional do Trabalhador. Num comunicado distribuído aos trabalhadores do sector da Península de Setúbal, os comunistas lembram os motivos para comemorar mais um 1.º de Maio: «Basta de exploração desenfreada; Basta de horários desregulados, comunicação de alterações de horários de véspera! Basta de alargamento de horários de funcionamento das lojas! Basta de incompatibilidade de horários de trabalho com a vida familiar! Basta de ameaças, intimidação e mentira!» As alterações à legislação laboral que irão a votação no dia 4 e a necessidade de as derrotar são outras razões para assinalar em luta este 1.º de Maio.

O CESP tem um pré-aviso de greve para o dia 1 de Maio de forma a possibilitar a participação nas comemorações dos trabalhadores a quem for imposta a prestação de serviço.

Aos trabalhadores do Jumbo de Almada, a Comissão Concelhia do PCP distribuiu um comunicado específico em que lembra o simbolismo do 1.º de Maio e apela aos trabalhadores para que enfrentem mais esta ofensiva. «Cada trabalhador tem na sua mão a possibilidade de derrotar este ataque, de reafirmar o 1.º de Maio como o dia em que nenhum trabalhador trabalha, contribuindo com a sua luta para fazer derrotar o patronato».

No comunicado os comunistas lembram outros maios em que, em situações ainda mais difíceis, os trabalhadores unidos lutaram e alcançaram vitórias.



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